A defesa da seleção brasileira fez alarde em Curitiba. O ataque partiu como chegou: praticamente esquecido. Os cinco dias do time no CT do Caju serviram, entre muitas outras coisas, para deixar cada vez mais clara a estratégia de Dunga: manter o rótulo de sua seleção como defensiva e tirar o tradicional foco da direção dos jogadores mais habilidosos.
Na capital paranaense isso ficou ainda mais evidente. Ou seria coincidência o monopólio de defensores nos microfones? Os zagueiros Juan e Thiago Silva, os laterais Daniel Alves, Michel Bastos e Gilberto e os volantes Gilberto Silva e Kléberson falaram de suas virtudes. Enquanto Nilmar, o único atacante a dar as caras, fez eco: "É bom ter uma defesa assim. Se não tomar gol, é no mínimo empate", concordou.
Mas os números mostram o outro lado. Sob o comando de Dunga, a média da seleção é fazer três gols para cada um sofrido. Nos 53 jogos com o ex-volante como treinador, o retrospecto é de 37 vitórias, 11 empates e 5 derrotas. O Brasil só levou 36 gols. Contudo, fez 109, ostentando um considerável saldo de 73.
O poder de fogo se concentra principalmente na efetividade Luís Fabiano. Em 24 jogos, o centroavante balançou as redes 19 vezes. Robinho contribuiu com 16 gols em 47 partidas. Mais impressionante, no entanto, é Nilmar. Ele participou de 10 jogos, vencendo os goleiros em 7 oportunidades. Contando apenas o tempo que esteve em campo, um gol a cada 80 minutos.
Portanto, quando for lembrado que o Brasil teve a melhor defesa da Copa América e das Eliminatórias, não deixe ficar esquecido que a seleção foi quem mais fez gols na Copa das Confederações e também na disputa classificatória para a Copa. Claro, se for para o bem geral da nação, não espalhe.



