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Comércio

Seleção igual a lucro

Bares contabilizam o faturamento com o jogo de estreia da seleção brasileira. Estabelecimento garante que vendeu 500 litros de cerveja nos 90 minutos de jogo

Carro-chefe da Copa:  André Manvailer, sócio-proprietário do Premier Sport Bar, vendeu durante a partida cinco vezes mais chope que um dia normal | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Carro-chefe da Copa: André Manvailer, sócio-proprietário do Premier Sport Bar, vendeu durante a partida cinco vezes mais chope que um dia normal (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)

Enquanto Maicon e Elano marcavam os gols da vitória brasileira contra a Coreia do Norte, na estreia da seleção na Copa do Mundo, alguns comemoravam sem ao menos ver a partida. Para grande parte dos responsáveis pelos bares que decidiram ficar abertos durante o jogo, o confronto foi sinônimo de lucro alto.

Foi o caso do Premier Sport Bar. Segundo André Manvailer, um dos sócios do estabelecimento, o movimento foi cinco vezes maior que um dia comum. "Superlotou a casa. Durante o jogo tinha cerca de 240 pessoas, superando a nossa expectativa", contou o empreendedor, que construiu o seu comércio em 70 dias, inaugurando um mês antes do previsto para aproveitar o período de Copa do Mundo.

Com a promoção de chope duplo durante o jogo, Manvailer vendeu 200 litros no dia. "No total foram 300 litros (contando o bônus durante os 90 minutos). Era um rio de chope", exagerou, já com as reservas quase esgotadas para domingo, no jogo contra a Costa do Marfim.

A expectativa é de novamente uma tarde só de alegrias. Ou quase. "O único problema que tivemos foi um torcedor que, com uma conta de R$ 22, queria sair sem pagar. Protestou, falou que era filho de coronel, mas quando ameaçamos chamar a polícia ele pagou", conta.

Outro bar que fez a festa dos tor­­cedores foi o Aos Democratas. Se­­gundo a coordenadora financeira do local, Monique Liebel, mais de 500 pessoas deram um lucro, em relação a um dia normal, até difícil de comparar. "Normalmente não abrimos neste horário. Então dá para dizer que tivemos 100% a mais de lucro", brincou.

Já no Café Avenida, na Boca Ma­­dita, enquanto milhares de pessoas assistiam a partida em um telão no calçadão, dentro os funcionários quase enlouqueciam, como conta a sub-gerente Mara dos Santos. "Nós e mais duas banquinhas eram os únicos lugares abertos. Foi muito lucrativo, bem mais de 100% em relação aos outros dias, mas o trabalho foi intenso", conta, garantindo que vendeu mais de 500 litros de cerveja nos 90 minutos de jogo.

Porém para o gerente comercial do Jokers, Gustavo Dias, o que foi bom poderia ter sido ainda me­­lhor. "Todos os salões estavam lotados, com 250 a 300 pessoas presentes", contou, afirmando que uma partida melhor do Brasil daria ainda mais lucro. "Já temos experiência nisto. Na Copa passada, na derrota para a França, tivemos o nosso pior dia de vendas", conta.

Opinião compartilhada por Arlindo Ventura, dono do Bar do Torto. "Se o Brasil melhorar, o pessoal se empolga e se estende mais no lazer", argumentou, co­­mentando um fato curioso do seu estabelecimento. "Durante a partida tinha cerca de 60 pessoas. Depois chegamos a 300, quase quatro vezes mais que uma terça-feira comum. Parecia uma sexta-feira à noite".

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