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Fase final

Treinador uruguaio não faz mistério para encarar Gana

Sulley Muntari disputa uma vaga com Appiah entre os titulares de Gana | Gianluigi Guercia/ AFP
Sulley Muntari disputa uma vaga com Appiah entre os titulares de Gana (Foto: Gianluigi Guercia/ AFP)

Técnico uruguaio Óscar Tabá­­rez prefere não fazer mistério em relação à equipe que enfrenta Gana, amanhã, em Johannes­­burgo, pelas quartas de final da Copa. Ontem o treinador anunciou com antecedência os titulares do time, que terá duas subs­­­­tituições. Na zaga, Victo­­rino entra no lugar de Godin, que está contundido. "Ele (Go­­din) não está treinando com a equipe porque eu não acho que ele está 100%", disse o técnico. No meio de campo, Alvaro Fer­­nán­­dez ganha a vaga de Alvaro Pe­­reira. "Pelo que vi nas últimas partidas, quando entrei no ti­­me, tinha es­­peranças de poder jogar. Agora espero para entrar em campo com alegria e responsabilidade", disse Fer­­nán­­dez.

O meia revelou que o Uru­­guai também treinou pênaltis para a partida contra Gana, mas a atividade foi fechada aos jornalistas. "O que pode ocorrer no jogo se houver uma disputa de pênaltis não terá nada que ver com o que fizemos no treinamento. Foi apenas um mo­­mento de preparação", ex­­­plicou Fernández, que costuma atuar mais pelo lado direito do campo, ao contrário de Pe­­reira.

Sobre o confronto com Gana, Ta­­bárez disse que o time está bem preparado. "Estamos calmos, mas sabemos que o importante é o jogo, não como estamos nos sentindo hoje [ontem]", disse.

A defesa uruguaia se mostra como a mais sólida do Mundial até agora, recordista de desarmes: 58 no total. Em segundo e terceiro, duas outas equipes sul-americanas: Paraguai, com 44, e Brasil, com 36.

Além da zaga e dos laterais, o esquema do técnico Tabárez prevê também que o meio de campo trabalhe para tirar a bo­­la do adversário. O volante Aré­­valo tem 10 desarmes, perdendo so­­mente para o capitão, o za­­­­gueiro Lugano, com 11.

Da mesma forma, a equipe vai bem quando fica com a bola do adversário. O Uruguai está em segundo, com 32 roubadas de bola, uma a menos do que os brasileiros.

A campanha uruguaia na África do Sul é a mais bem sucedida desde 1970, quando a equipe conquistou a quarta co­­lo­­cação, perdendo para o Brasil na semifinal.

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