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Copa 2014

A cem dias da Copa, poder público confia na entrega das obras em Curitiba

Prefeitura e governo estadual confiam na inauguração de obras, nacionalismo e empolgação com o evento para reverter crescente rejeição curitibana com o torneio da Fifa

Jardim Botânico ganhou uma discreta coloração verde e amarela ontem à noite. Patriotismo é uma das armas para a Copa novamente nas graças da população | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Jardim Botânico ganhou uma discreta coloração verde e amarela ontem à noite. Patriotismo é uma das armas para a Copa novamente nas graças da população (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

O poder público tem 100 dias para conquistar o curitibano sobre a Copa do Mundo. A cidade sofre hoje – em meio à contagem regressiva derradeira– a maior desaprovação de seus moradores em cinco anos por receber os quatro jogos do torneio, entre 16 e 26 de junho.

A fórmula adotada para reverter esse quadro tanto pela prefeitura quanto pelo governo estadual é a agenda de obras. As melhorias na cidade, segundo o secretário municipal da Copa, Reginaldo Cordeiro, começam a sair do papel entre este mês e maio. O viaduto estaiado, na Avenida das Torres, abre a série.

O principal indicativo da desaprovação ocorreu em fevereiro, após o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, anunciar que Curitiba corria o risco de ficar de fora do Mundial. Levantamento da Paraná Pesquisas à época apontou que 58% dos curitibanos diziam que o esforço feito para receber quatro jogos não compensava.

Em julho de 2013, outra sondagem revelou que 55% dos moradores afirmavam que o megaevento traria benefícios à cidade. Apesar de indicar mais da metade de aceitação, o percentual foi inferior ao mensurado em maio de 2009 para a mesma pergunta, quando 84,4% dos entrevistados disseram que a Copa seria boa para a capital do estado.

Mesmo com a redução na aceitação do Mundial na cidade, a prefeitura não tem nenhum grande projeto para atenuar a rejeição de parte dos curitibanos.

Desde ontem à noite, o Jar­­dim Botânico foi iluminado com verde e amarelo, em alusão ao Mundial. A proximidade com o evento – tendo o aspecto esportivo e o nacionalismo à frente – é outro trunfo político para reconquistar a empolgação.

"Nossa primeira preocupação é mostrar o legado, tanto nas obras de mobilidade quanto na movimentação do turismo. Tínhamos investimento em marketing previsto, mas esse valor foi revertido para subsidiar o transporte público", destacou Cordeiro.

O secretário confia que com o início das entregas das obras a população irá sentir-se mais animada.

Opinião endossada pelo coordenador-geral da Copa no Paraná, Mario Celso Cunha: "Pelo legado que vai ficar, a população vai entender o trabalho feito. Acredito nos números de pesquisas, mas considero mais importante o número de ingressos vendidos. Curitiba é a terceira cidade com mais procura".

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