
As dimensões continentais do país, os estádios de futebol americano adaptados para o soccer e o pouco interesse da mídia esportiva local, foram os maiores entraves na Copa dos Estados Unidos. Por outro lado, mesmo com um baixo índice técnico, o que compensou foi a presença 69 mil torcedores por jogo, o maior público em média da história dos Mundiais.
A Copa de 1994 também dividiu as atenções com as finais da NBA, e o assassinato da ex-mulher de O.J. Simpson, maior ídolo do futebol americano, réu confesso. Paralelo às notícias extrafutebol, a Copa caminhou através dos gols de Romário, do doping de Maradona e da despedida de Roger Milla, aos 42 anos.
A seleção de Parreira, que saiu desacreditada do Brasil, ganhou o título com um futebol pragmático e obediência tática. Apenas três jogadores brilharam e foram peças chave para o tetracampeonato: Taffarel, Bebeto e Romário este disparado o craque do Mundial.
Nosso trabalho de cobertura jornalística foi facilitado pela estrutura de aeroportos, estradas e hotéis, mas os estádios, em sua maioria, não passavam de razoáveis. Exceção à magnífica Arena coberta de Detroit, onde o Brasil jogou contra a Suécia.
No dia da decisão em Los Angeles, os 100 mil ingressos já haviam sido esgotados. Mesmo assim alguns brasileiros, como o amigo e compadre Celso Toniolo, foram ver a grande final conseguiram entrada no câmbio negro. Passada a tensão dos pênaltis, agradeceram aos céus, a Roberto Baggio e ao cambista. Foram os U$ 500 mais bem pagos em suas vidas.
Édson Militão participou da cobertura da Copa do Mundo dos EUA 1994, e atualmente é colunista da Gazeta do Povo.



