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 | Albari Rosa, enviado especial/ Gazeta do Povo
| Foto: Albari Rosa, enviado especial/ Gazeta do Povo

Com 127 palavras, o curitibano Rodrigo Ribas da Rocha, 13 anos, conquistou o que nenhum dos 23 convocados de Felipão conseguiu nesta Copa: pisará no gramado do Maracanã amanhã, na decisão do Mundial. O garoto usou esse número de palavras do seu português para contar em uma redação porque merecia ganhar o posto de uma dúzia de jovens entre 12 e 17 anos que vão carregar as bandeiras da Argentina e da Alemanha no cerimonial que antecede a partida.

"Eu preferia que o Brasil estivesse na final, mas ainda assim vai ser inesquecível. Vou poder ver grandes jogadores, como Messi, Müller, em um momento histórico. A melhor forma de comemorar meu aniversário", conta o adolescente, que completa 14 anos no dia da final.

O apagar de mais uma velhinha no dia da final foi um dos argumentos que Rodrigo usou para concorrer ao posto de "porta-bandeira". A oportunidade veio da promoção feita pela Coca-Cola, patrocinadora oficial da Fifa, e a escolha dos premiados – um vindo de cada cidade sede do Mundial – ficou a cargo do professor de Educação Física Márcio Atalla, que comanda o quadro "Medida Certa", no Fantástico.

O tema proposto foi: Como a atividade física é importante na vida de cada um dos jovens. O curitibano contou que joga futebol desde pequeno e que alguns quilinhos a mais atrapalhavam seu desempenho. "Descobri que não adiantava somente praticar esportes para ficar saudável, resolvi procurar uma nutricionista e agora minha vida mudou. Perdi alguns quilos, fiquei mais rápido, ágil e entrei na medida certa", dizia parte da redação.

Rodrigo soube que foi escolhido com o Mundial já em andamento e, a princípio, não acreditou. "A notificação veio por e-mail. Só quando telefonaram para minha mãe, acreditei", diz o rapaz, que viajou com o pai, a mãe e a irmã de 15 anos para o Rio. Mas só ele estará no estádio amanhã.

Hoje à noite, ela já entra em concentração com os outros 11 jovens. Amanhã cedo, faz o reconhecimento do Maracanã, onde ensaia o cerimonial pré-partida para o qual foi convocado. Se pudesse escolher a bandeira que irá carregar, Rodrigo levaria a da Alemanha. "Aposto em 2 a 0 para os alemães, sem prorrogação", palpita. "Já estive no Maracanã na final da Copa do Brasil, entre Atlético e Flamengo no ano passado, na arquibancada, e foi impressionante. Imagina agora, na final da Copa, do gramado? Vai ser indescritível", fala o garoto.

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