
A próxima Copa do Mundo deve começar para o Atlético, na prática, a partir de agosto. A intenção do clube é dar o pontapé inicial às obras de conclusão da Baixada nesse período, o que significaria pelo menos três meses de atraso, para ainda ter tempo de finalizar a construção até dezembro de 2012.
Por um lado, isso permitiria ao Rubro-Negro ainda almejar a Copa das Confederações evento teste da Fifa , no ano seguinte. Por outro, vai obrigá-lo a buscar uma nova casa já no primeiro turno deste Brasileiro. Durante a remodelação do estádio, nenhuma partida poderá ser realizada no Joaquim Américo.
Se a programação revelada pelo engenheiro do Atlético, Flávio Vaz, em encontro com representantes do Sinaenco Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva , se concretizar, o Furacão terá seu primeiro mando de campo longe da Baixada diante do Corinthians, dia 7 de agosto.
Depois, serão outros 12 jogos como inquilino, provavelmente em uma Vila Capanema revitalizada e ampliada com dinheiro rubro-negro. "É a negociação mais adiantada", confirmou Vaz. Pelo calendário do clube, a Arena teria de ficar fechada por 18 meses.
Além dos custos para arrumar um lar provisório e a perda de receita com o fechamento da Baixada , o Furacão ainda teme encarar outros gastos. Isso porque a Fifa ainda vai enviar as determinações relativas à área de hospitalidade, que ficará no entorno do Joaquim Américo.
"As tendas serão responsabilidade da prefeitura, mas é possível que tenhamos de custear a estrutura, como eletricidade e água", explicou o engenheiro atleticano. Segundo ele, a Fifa promete não fazer novas demandas a partir de 29 de julho, quando haverá o sorteio das Eliminatórias, no Rio. O projeto do estádio atleticano mudou 12 vezes até agora.
Com as despesas crescendo e decidido a não desembolsar mais do que R$ 45 milhões pela conclusão da Arena, o clube tenta costurar acordo com uma construtora para garantir a execução das obras o mais rápido possível. Cinco empresas já conversaram com o Atlético (OAS, Andrade Gutierrez, Triunfo, Carteloni e Matec) e uma sexta demonstrou interesse em negociar.
Por causa da correria para compensar o tempo perdido, Vaz atestou o discurso já utilizado pelo presidente do clube, Marcos Malucelli, de que abrigar a Copa das Confederações é benéfico para Curitiba, porém um incômodo ao clube. "Nos daria mais tempo para trabalhar, pois ganharíamos um ano a mais de prazo [para o Mundial, a data-limite é dezembro de 2013]", opinou.
A visita técnica do Sinaenco à Baixada foi uma prévia para o seminário promovido hoje pela instituição em Curitiba. O evento que discutirá o torneio na capital paranaense será no Hotel Rayon Deville, das 13 h às 18 h, e a entrada é gratuita.



