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Obras

Atlético planeja sair de casa em agosto

Engenheiro do clube diz a representantes do Sinaenco que Arena ficará fechada por 18 meses. Projeto mudou 12 vezes até agora

O engenheiro do Atlético, Flávio Vaz (centro), conversa com representantes do Sinaenco em visita técnica à Arena da Baixada: obras devem começar em agosto | Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
O engenheiro do Atlético, Flávio Vaz (centro), conversa com representantes do Sinaenco em visita técnica à Arena da Baixada: obras devem começar em agosto (Foto: Marcelo Elias/ Gazeta do Povo)

A próxima Copa do Mundo deve começar para o Atlético, na prática, a partir de agosto. A intenção do clube é dar o pontapé inicial às obras de conclusão da Baixada nesse período, o que significaria pelo menos três meses de atraso, para ainda ter tempo de finalizar a construção até dezembro de 2012.

Por um lado, isso permitiria ao Rubro-Negro ainda almejar a Co­­pa das Confederações – evento teste da Fifa –, no ano seguinte. Por outro, vai obrigá-lo a buscar uma nova casa já no primeiro turno deste Brasileiro. Durante a remodelação do estádio, nenhuma partida poderá ser realizada no Joaquim Américo.

Se a programação revelada pelo engenheiro do Atlético, Flávio Vaz, em encontro com representantes do Sinaenco – Sindicato Na­­cional das Empresas de Arqui­­tetura e Engenharia Con­­­­sultiva –, se concretizar, o Furacão terá seu primeiro mando de campo longe da Baixada diante do Corinthians, dia 7 de agosto.

Depois, serão outros 12 jogos como inquilino, provavelmente em uma Vila Capanema revitalizada e ampliada com dinheiro ru­­bro-negro. "É a negociação mais adiantada", confirmou Vaz. Pelo calendário do clube, a Arena teria de ficar fechada por 18 meses.

Além dos custos para arrumar um lar provisório – e a perda de re­­ceita com o fechamento da Baixada –, o Furacão ainda teme encarar outros gastos. Isso porque a Fifa ainda vai enviar as de­­ter­minações relativas à área de hospitalidade, que ficará no entorno do Joaquim Américo.

"As tendas serão responsabilidade da prefeitura, mas é possível que tenhamos de custear a estrutura, como eletricidade e água", ex­­plicou o engenheiro atleticano. Segundo ele, a Fifa promete não fazer novas demandas a partir de 29 de julho, quando haverá o sorteio das Eliminatórias, no Rio. O projeto do estádio atleticano mudou 12 vezes até agora.

Com as despesas crescendo e decidido a não desembolsar mais do que R$ 45 milhões pela conclusão da Arena, o clube tenta costurar acordo com uma construtora para garantir a execução das obras o mais rápido possível. Cinco em­­presas já conversaram com o Atlético (OAS, Andrade Gutierrez, Triunfo, Carteloni e Matec) e uma sexta demonstrou interesse em negociar.

Por causa da correria para compensar o tempo perdido, Va­­z atestou o discurso já utilizado pelo presidente do clube, Marcos Malucelli, de que abrigar a Copa das Confederações é benéfico para Curitiba, porém um incômodo ao clube. "Nos daria mais tempo para trabalhar, pois ganharíamos um ano a mais de prazo [para o Mundial, a data-limite é dezembro de 2013]", opinou.

A visita técnica do Sinaenco à Baixada foi uma prévia para o seminário promovido hoje pela instituição em Curitiba. O evento que discutirá o torneio na capital paranaense será no Hotel Rayon Deville, das 13 h às 18 h, e a entrada é gratuita.

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