![Mario Celso Petraglia, presidente do Atlético, durante coletiva com a comitiva da Fifa: Vamos resolver o problema [financeiro] de forma isolada | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo](https://media.gazetadopovo.com.br/2013/08/1c53fa4dfd974b17dc17e479e6aa931e-full.jpg)
O Atlético saiu da visita de Jérôme Valcke a Curitiba sem teto retrátil e com uma conta de R$ 96,5 milhões para pagar pela conclusão da Arena da Baixada. São R$ 61,5 milhões já assumidos com base no orçamento antigo e um excedente de R$ 35 milhões. Diferença que o clube pretende cobrir com receitas geradas pelo próprio estádio.
Confira detalhes sobre o andamento das obras e o calendário de jogos da Arena
"O Atlético buscará resolver o problema de forma isolada. Estamos trabalhando para isso. Temos o nome do complexo à disposição e vamos ao mercado vendê-lo. Salvador, Recife e São Paulo já venderam. São valores infinitamente maiores do que os R$ 35 milhões que precisamos", afirmou o presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia.
Viabilizar acordo de naming rights é uma das obrigações contratuais da AEG, parceira do clube na gestão do estádio. A coluna de domingo do jornalista Celso Nascimento, da Gazeta do Povo, apontou a montadora Renault como uma empresa que está negociando com o Atlético. A reportagem apurou que há uma transação em andamento também com a cervejaria Ambev. Uma negociação não exclui a outra. É possível, por exemplo, que uma batize o Caldeirão e outra patrocine o time.
No estudo de viabilidade econômica do estádio apresentado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o empréstimo de R$ 131,5 milhões, via Fomento Paraná, o Atlético previu arrecadar R$ 90 milhões em naming rights por um contrato de 20 anos. Autor da projeção, o consultor Amir Somoggi vê a possibilidade de o clube embolsar pelo menos R$ 100 milhões com o batismo do estádio ao longo dos mesmos 20 anos.
"É uma previsão conservadora. Curitiba tem uma carência de lugares para show, o que pesa na negociação. Se o Atlético conseguir de quatro a cinco eventos por ano, também será muito positivo", afirmou Somoggi.
Até o momento, três estádios conseguiram acordos de naming rights. A Cervejaria Petrópolis fechou dois contratos de R$ 100 milhões para que a Fonte Nova e a Arena Pernambuco recebam o nome da Itaipava pelos próximos dez anos. Por R$ 300 milhões, a seguradora Allianz dará nome ao novo estádio do Palmeiras. Contratos que servem de indicativo, mas não permitem uma projeção fechada do valor que o Atlético pode atingir.
"A Itaipava fez uma negociação particular com os governos locais. A Allianz fechou um valor bastante elevado com o Palmeiras. O mercado de naming rights ainda não tem uma cara. É preciso aguardar", diz Somoggi.
Além de destinar parte da receita de naming rights para o estádio, o Atlético busca um empréstimo para quitar os R$ 61,5 milhões assumidos anteriormente, pelo acordo tripartite. Petraglia revelou que o clube irá buscar o montante no BNDES.
Conta aberta
A prefeitura de Curitiba ainda não considera fechados os critérios de valorização do Custo Unitário Básico (CUB) da construção, parâmetro para definir quanto de potencial construtivo será revertido para a conclusão da Arena. Mario Celso Petraglia afirmou que essa valorização permitiria cobrir até R$ 230 milhões do novo orçamento do estádio. A dúvida do poder público municipal é de como se dá essa valorização.
O secretário municipal de Copa, Reginaldo Cordeiro, explicou à Gazeta do Povo que o reajuste entre dezembro de 2010 e dezembro de 2012 é baseado no teto de R$ 90 milhões, estipulado pelo primeiro texto da Lei 13.620/2010. Somente a partir desse ano o reajuste incidiria no teto atual, de R$ 123 milhões. Há dúvidas se dessa maneira será possível atingir os R$ 230 milhões mencionados por Petraglia.
Clique aqui e confira o infográfico em tamanho maior




