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Desafios do tamanho de um elefante

Além da inexperiência em Copas, Costa do Marfim precisa lidar com questões religiosas e de relacionamento. Equipe espera vencer a Colômbia para encaminhar vaga inédita

Responsável pela virada contra o Japão, Drogba  começa entre os titulares hoje | Albari Rosa
Responsável pela virada contra o Japão, Drogba começa entre os titulares hoje (Foto: Albari Rosa)
Assim como na estreia, seleção colombiana terá o apoio de 30 mil torcedores |

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Assim como na estreia, seleção colombiana terá o apoio de 30 mil torcedores

Derrotar a Colômbia, oitava no ranking da Fifa e apoiada por 30 mil torcedores, é o menor dos problemas da Costa do Marfim. Os caprichos da sua grande estrela, a inexperiência em mundiais e até o Ramadã surgem como obstáculos para, talvez, a única candidata a levar a África pela primeira vez além das quartas de final de uma Copa. Tarefa que tem um passo decisivo no jogo de hoje, às 13 horas, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

INFOGRÁFICO: Confira escalações de Colombia e Costa do Marfim

Os Elefantes foram os únicos africanos a vencer na primeira rodada. Virada por 2 a 1 sobre o Japão, iniciada após Didier Drogba sair do banco. Após a partida, o atacante disse que fica chateado na reserva. Pressão repassada – e repelida – ao técnico Sabri Lamouchi.

"Sou responsável pelos Elefantes, não por um jogador em especial. Didier sabe como é importante para nós, mas precisamos levar alguns fatores em consideração para continuar nossa grande aventura na Copa", diz Lamouchi.

Apesar do discurso, o treinador deve aproveitar a contusão de Konan na estreia para escalar Drogba contra os colombianos. Assim, terá desde o início suas quatro maiores estrelas: Drogba, Yayá Touré, Gervinho e Tioté. Os três últimos, com data marcada para se tornarem um problema.

No dia 28 de junho começam as oitavas de final e o Ramadã, mês sagrado do islamismo. Yaya, Gervinho e Tioté (além do reserva Kolo Touré), todos muçulmanos, vão seguir o jejum previsto para o período. Nada de comida ou água do nascer ao pôr do sol. "São profissionais de alto nível. Vão saber como lidar com essa situação", aposta o técnico.

Os marfinenses parecem ainda não saber lidar com a Copa. O jogo de hoje será apenas o oitavo do país em mundiais. Em 2006 e 2010, os Elefantes caíram na primeira fase. Inexperiência que torna distante a profecia feita em 1990, após Camarões chegar às quartas de final na Itália: de que a África faria o primeiro campeão fora da Europa e da América.

"Nenhuma seleção africana conseguiu a semifinal e algumas têm talento para isso, inclusive a Costa do Marfim. Mas a Espanha é uma grande nação e só em 2010 foi ganhar a Copa. Então não vamos dançar num ritmo mais rápido que a música", pede o treinador.

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