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Estádio

Polícia indicia nove pessoas por acidente com guindaste no Itaquerão

No dia 27 de novembro de 2013, dois operários morreram após peça cair durante obra do estádio que sediou jogos da Copa em São Paulo

Itaquerão teve duas mortes durante sua construção quando caiu um guindaste | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Itaquerão teve duas mortes durante sua construção quando caiu um guindaste (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo)

A Polícia Civil de São Paulo indiciou 9 pessoas pelo acidente com o guindaste que tombou em novembro passado, matando dois operários no estádio Itaquerão, a Arena Corinthians, no bairro de Itaquera, na zona leste de São Paulo. Foram indiciados sete funcionários da Odebrecht, entre encarregados e engenheiros civis da construtora do estádio, e mais dois funcionários da empresa Locar, responsável pela operação do guindaste.

O inquérito será encaminhado para o Ministério Público de São Paulo para apreciação e apresentação ou não de uma denúncia. Se foram condenados, os funcionários estão sujeitos a uma pena que varia de 1 a 3 anos de prisão.

De acordo Luiz Antonio da Cruz, delegado responsável pela investigação e titular do 65.º distrito policial, localizado no bairro de Arthur Alvim, a causa principal do acidente foi a insuficiência da compactação do solo superior, ou seja, não haviam componentes suficientes para sustentar a primeira camada do solo, próxima ao asfalto.

O indiciamento por crime culposo está baseado nos artigos 256 (desabamento) e 258 (morte) e artigo 29 do Código Penal. "O conjunto das provas do inquérito e o trabalho do Instituto de Criminalística apontam a depressão do solo como causa principal" afirmou Luiz Antonio da Cruz.

No dia 27 de novembro do ano passado, o guindaste tombou no momento em que fazia o erguimento da última peça que faltava da cobertura da arquibancada. O tombamento da estrutura de 420 toneladas causou a morte do motorista Fábio Luiz Pereira, de 41 anos, e do montador Ronaldo Oliveira dos Santos, de 43, ambos funcionários terceirizados.

No mês passado, o laudo do Instituto de Criminalística concluiu que o solo onde o guindaste estava sofreu um afundamento. Segundo o documento, o equipamento não tinha problemas mecânicos e tampouco houve erro do operador.

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