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Câmara

Deputada diz que só volta a presidir sessão se não for "desrespeitada"

Oposicionistas se dirigiram aos gritos à vice Rose de Freitas (PMDB-ES). Bancada feminina protestou. Líder do DEM negou ter sido preconceituoso

Acima, a deputada Rose de Freitas conduzindo a sessão; abaixo, a parlamentar discursando no plenário após deixar a presidência | Agência Câmara
Acima, a deputada Rose de Freitas conduzindo a sessão; abaixo, a parlamentar discursando no plenário após deixar a presidência (Foto: Agência Câmara)

A vice-presidente da Câmara, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), afirmou na noite desta terça (28) que não voltará a assumir a presidência da Casa, em substituição ao presidente Marco Maia (PT-RS), enquanto continuar, segundo ela, a ser "desrespeitada" por colegas.

A deputada tentava colocar em votação um dos destaques à medida provisória sobre licitação de obras da Copa do Mundo. Deputados de oposição protestavam aos gritos, sob o argumento de que o destaque ainda estava em fase de discussão e não de votação. Eles afirmavam que a deputada estava descumprindo o regimento da Casa.

A discussão gerou uma onda de protestos de representantes da bancada feminina e de deputados governistas, que correram aos microfones para prestar solidariedade à vice-presidente.

As deputadas apontavam um suposto preconceito do deputado ACM Neto (BA), líder da bancada do DEM, um dos mais enfáticos nas reclamações contra a forma de condução da sessão por Rose de Freitas.

Em razão do tumulto, a deputada deixou a presidência da sessão, que voltou a ser ocupada por Marco Maia. Ela então se dirigiu ao plenário, pediu a palavra e, com a voz embargada, afirmou: "Eu só volto à Presidência quando este plenário entender que tomo decisões com base no regimento".

Dirigindo-se a Marco Maia, Rose de Freitas afirmou que somente voltará a sentar-se à mesa para conduzir uma sessão "quando Vossa Excelência conversar com os líderes e mostrar que preciso ser respeitada".

ACM Neto negou que tivesse se manifestado de forma preconceituosa." Não venham com esta história de preconceito porque eu não admito isso", declarou o deputado.

Ele disse que foi "duro", mas não desrespeitoso. "Estaria eu sendo eu discriminatório se agisse com ela diferente da forma como ajo com outros", afirmou.

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