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Copa 2014

Laços de família embalam novo time de Felipão

Onze dos 23 jogadores da atual seleção brasileira se conheceram ainda nas categorias de base

Felipão comanda treino da seleção, um dia após o amistoso com o Panamá | Hugo Harada, enviado especial/ Gazeta do Povo
Felipão comanda treino da seleção, um dia após o amistoso com o Panamá (Foto: Hugo Harada, enviado especial/ Gazeta do Povo)

Dos 23 jogadores da seleção brasileira, 11 se conheceram ainda nas categorias de base. Viveram juntos as dificuldades das peneiras, a incerteza do futuro, época em que tornar-se um profissional milionário e disputar uma Copa do Mundo no Brasil parecia um delírio.

Hernanes, David Luiz e Hulk passaram por testes no São Paulo no final dos anos 90. "Eram 16 garotos num quarto do alojamento, tentando a chance de ser jogador. O David foi embora, o Hulk também, o mundo deu voltas e nos reencontramos numa situação melhor", relembra o meia da Internazionale, que também foi companheiro de Oscar no Tricolor.

História de superação em comum que, segundo o pernambucano, é a força que impulsiona a equipe rumo ao hexa. "A maior ligação entre nós é que nada foi de mão beijada. Todos tiveram de driblar as situações da vida. Tivemos a mesma origem, por isso somos tão unidos", comenta.

"Poderia ser um grupo de jovens vaidosos, muito bem de vida, orgulhosos. Mas não é. É um grupo humilde", reforça David Luiz.

Sem vingar no Morumbi, David Luiz e Hulk se reencontram no Vitória, em 2005. O zagueiro chegou como meio-campo e o atacante era lateral-esquerdo. Mudaram de função e, mais tarde, foram negociados com o exterior.

Atual zagueiro mais caro do mundo – foi comprado pelo PSG por cerca de R$ 152 milhões –, David Luiz é o convocado com mais conexões dentro da Granja Comary. Tem relação antiga com Willian, desde a escolinha de futebol do Marcelinho Carioca, ex-jogador do Corinthians.

"Começamos juntos, eu tinha 8 anos, e o David 9. Depois ele mudou para a escolinha do César Sampaio. É um grande amigo que tenho no futebol e na vida", comenta Willian.

No ano passado, o defensor abriu as portas do Chelsea para o velho camarada. "Quando surgiu a oportunidade de sair do Anzhi [Makhachkala, da Rússia], o David apoiou bastante, disse para os dirigentes do clube que podiam apostar em mim", revela o camisa 19 do Brasil, criado na base do Corinthians com Jô.

Outros três jogadores têm laços de amizade longa data: Maicon, Jefferson e Maxwell começaram no Cruzeiro no início dos anos 2000. Foram treinados por Luiz Felipe Scolari na Toca da Raposa. "O grupo que a gente formou é praticamente o mesmo da Copa [das Confederações], mais do que um grupo, é uma família. A boa convivência tem sido fundamental", comenta o goleiro do Botafogo.

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