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Oitavas

Loucos por soccer

Estados Unidos querem eliminar a sensação Bélgica e se classificar às quartas de final da Copa para intensificar ainda mais a inédita mobilização do país em torno do futebol

Seleção norte-americana treina no estádio do Vitória, em Salvador: mobilização | Marcos Brindicci/ Reuters
Seleção norte-americana treina no estádio do Vitória, em Salvador: mobilização (Foto: Marcos Brindicci/ Reuters)

Estados Unidos e Bélgica fazem hoje o último duelo das oitavas de final da Copa, às 17 horas, na Fonte Nova, em Salvador. Para os americanos, seguir em frente representa não apenas um êxito dentro das quatro linhas, mas fortalecer ainda mais a ‘febre do soccer’ que contaminou o país desde o início do torneio no Brasil.

INFOGRÁFICO: Veja informações sobre esta partida

A mobilização nunca foi tão grande em torno do Mundial. Nos dias de jogos, milhares de pessoas têm se reunido em cidades como Chicago, Nova York e Washington para assistir aos duelos em telões. O ritual vai se repetir hoje. Outra boa parte acompanha pela televisão.

A partida contra Portugal na primeira fase – empate por 2 a 2 – alcançou uma audiência média de 18,2 milhões de telespectadores: um recorde para a modalidade. O número foi superior aos 15,5 milhões registrados durante os playoffs da NBA, a liga norte-americana de basquete, e também bateu o índice das finais da liga de beisebol (14,9 milhões).

Nem Barack Obama ficou isento. Uma foto divulgada pelo governo mostrou o presidente assistindo ao confronto entre EUA e Alemanha durante um voo para Minnesota, na última quinta-feira. No site da Casa Branca, torcedores entraram com uma petição online por feriados nos dias de jogos.

O técnico da equipe, o alemão Jürgen Klinsmann, em tom de brincadeira, chegou a disponibilizar na internet atestados médicos com sua assinatura para liberar os trabalhadores durante as partidas da Copa. "Os jogadores ficam sabendo da mobilização por meio da internet, dos familiares nos Estados Unidos. Não há mais como impedir esse crescimento nos Estados Unidos", disse o treinador.

O novo "xodó" também trouxe muitos torcedores ao Brasil. Ontem, no Pelourinho, um dos principais pontos turísticos de Salvador, era difícil olhar para o lado e não enxergar uma camisa dos EUA. Ao todo, os americanos adquiriram quase 200 mil ingressos para o Mundial. "Nossa liga está mais forte e as pessoas querem conhecer cada vez mais o futebol", diz Tony Kristo, de Boston, que veio com dois amigos para ver a partida na Fonte Nova.

Para a febre não ser passageira, no entanto, é importante que a seleção mostre resultados em campo. "O futebol até pode alcançar o basquete e o beisebol, mas para isso precisamos ganhar. Chegar a uma semifinal ou final", opina o torcedor Brandon Mosorik.

Jürgen Klinsmann concorda. "A locomotiva do desenvolvimento do esporte é a seleção. Estamos famintos e queremos muito mais nessa Copa", reforçou.

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