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Novo mundo

Repetindo o cenário da Copa em 2010, novamente seleções da América ficam com a maioria das vagas para a fase do mata-mata: são oito representantes contra seis europeus e dois africanos

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Não é Copa América, mas essa é a impressão que a primeira fase da Copa do Mundo passou a todos. Afinal de contas, metade das seleções classificadas é do continente americano, um recorde desde 1986, quando a competição passou a ter oitavas de final. Das oito, cinco são sul-americanas – só o Equador ficou de fora – e o restante da América Central e Norte.

INFOGRÁFICO: Confira alguns números da primeira fase da Copa

O representante mais surpreendente deste momento único é a Costa Rica. Dada como morta antecipadamente, passou por cima dos campeões mundiais Uruguai, Itália e Inglaterra e se classificou em primeiro no grupo. Os costarriquenhos, aliás, engrossaram a lista de eliminados europeus, normalmente maioria nas fases eliminatórias.

Uma continuidade de um 'fenômeno' que começava a se desenhar em 2010. Na África do Sul, foram sete americanos e apenas seis da Europa. Representatividade do Velho Continente que será repetida neste Mundial. Só Alemanha, Bélgica, França, Grécia, Holanda e Suíça passaram.

O técnico francês Didier Deschamps, um dos sobreviventes, tenta explicar o que aconteceu. Tenta. "Dar uma explicação para tantos times europeus serem eliminados é complicado. As seleções sul-americanas talvez se adaptaram melhor, eles jogam perto de seu país de origem com vários torcedores dando energia extra. Nesta Copa do Mundo, há pouca diferença entre as equipes", disse.

O fator determinante parece ser a torcida. A proximidade com os outros países sul-americanos e a poucas horas de voo das nações da América Central e do Norte, trouxeram muita gente para apoiar nas arquibancadas. Argentinos, chilenos, colombianos, mexicanos e norte-americanos fizeram do Brasil o quintal de casa. Aqui jogam com tudo a favor.

"Eu me senti como se estivesse em casa. Essa proximidade com a torcida é muito boa. É uma grande alegria ter a presença deles. A cada dia eles estão mais fortes, intensos. E isso nos ajuda muito", disse Messi após a Argentina bater a Nigéria no Beira-Rio por 3 a 2, dando a dimensão do diferencial pró-americano.

O domínio, porém, será diluído a partir das quartas de final. Uma das chaves tem quatro sul-americanos (Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai) e só um deles vai às semifinais. Fase em que os europeus, se fizeram a parte deles, poderão voltar a ser maioria, dependendo principalmente do desempenho de Alemanha, França e Holanda.

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