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Grupo F

Brasil x Argentina

Triunfo dos hermanos sobre a Bósnia, por 2 a 1, com a arquibancada do Maracanã dividida entre brasileiros e argentinos, antecipa o clima de final dos sonhos para a Copa

Gago abraça Messi, que encerrou contra a Bósnia um jejum de oito jogos sem marcar gols em Copas do Mundo | Hugo Harada, enviado especial/ Gazeta do Povo
Gago abraça Messi, que encerrou contra a Bósnia um jejum de oito jogos sem marcar gols em Copas do Mundo (Foto: Hugo Harada, enviado especial/ Gazeta do Povo)

A Copa do Mundo teve ontem à noite um confronto antecipado entre brasileiros e argentinos, dois dos favoritos para chegar à final. Fora de campo, travado por mais de 74 mil torcedores nas arquibancadas do Maracanã, logo no retorno do palco ao Mundial após 64 anos.

Confira a nota dos jogadores e quem foi o craque da partida

Ao longo de toda a estreia da Argentina – vitória por 2 a 1 sobre a Bósnia e Herzegovina, pelo Grupo F – as torcidas rivais prota­­go­­nizaram uma batalha pela hegemonia da principal praça esportiva do país. Ora com predominância dos locais, ora dos forasteiros.

Antes de a bola rolar, os hermanos fizeram do estádio uma versão de La Bombonera, a mítica cancha do Boca Juniors, em Buenos Aires. Penduraram faixas e bandeiras em azul e branco por toda a parte. Cantaram sem concorrência alguma, exceto do sistema de som, ambos em volume altíssimo.

"Não há nada igual no planeta. Não tem explicação. É algo que se sente", comentou Nícolas Hernandez, comerciante que veio para o Rio de Janeiro com o filho Arturo, especialmente para o evento.

O duelo no gogó começou depois do gol de abertura. Passado um minuto, Lionel Messi cobrou falta pela esquerda, a bola desviou em Kolasinac e entrou. Explosão de alegria e, em uníssono: "Argentina, Argentina, Argentina".

Também em número expressivo, os brasileiros tentavam recuperar o domínio do espaço. Para tanto, adotaram a Bósnia na tentativa de empurrar os europeus rumo ao empate.

"Não podemos deixar eles se sentirem no país deles. Aqui é Brasil, a Copa é nossa", declarou André Reis, advogado que estava trajado com a camisa do Flamengo.

Quando os estreantes no torneio trocavam passes, gritos de "olé", e vibração intensa nos lances de perigo. Os donos da casa também responderam às provocações de que "Maradona é melhor com Pelé", repetindo "pentacampeão" (os concorrentes são bicampeões). Depois, entoaram "Messi, viado". Alguns torcedores ficaram mais exaltados e os seguranças precisaram intervir.

Os bósnios se fortaleceram com o apoio emprestado – a torcida deles era pequena. "Foi fenomenal. Usei isso para animar a minha equipe no intervalo. Ficamos muito agradecidos", revelou o treinador Safet Susic.

Do outro lado, Alejandro Sabella fugiu ao ser questionado sobre o assunto. "Penso que temos de tratar de temas futebolísticos. Não quero entrar em polêmica ou dar alguma declaração comprometedora", disse o técnico da Argentina.

O técnico Luiz Felipe Sco­­lari e o lateral-direito Da­­niel Alves já disseram que gosta­­riam de ver o Brasil com a Argentina na decisão da Copa. Ontem foi possível ter uma amostra.

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