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Últimos ajustes para o time começar os trabalhos na Granja | Albari Rosa, enviado especial/Gazeta do Povo
Últimos ajustes para o time começar os trabalhos na Granja| Foto: Albari Rosa, enviado especial/Gazeta do Povo

Fisiologia

Jogadores terão isotônicos personalizados na Copa

O Brasil jogará sete vezes em um mês para ser campeão mundial. Para atenuar o desgaste natural do torneio de tiro curto, a comissão técnica terá o suporte de um estudo do suor dos jogadores. Iniciado ano passado, este projeto resultou na formulação de isotônicos personalizados para cada um dos 23 convocados por Luiz Felipe Scolari. A promessa é acelerar a recuperação após as partidas.

"Ao longo do exercício físico, perdemos água e sais minerais. Conseguimos medir essa perda e a velocidade em que acontece. A partir dessas informações, fabricamos um isotônico personalizado", explica Orlando Laitano, cientista do GSSI (Instituto de Ciência Esportiva da Gatorade) e professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

Segundo Laitano, não há grandes variações na composição. As maiores diferenças estão na temperatura e quantidade a ser ingerida mesmo durante as partidas. As garrafas, também personalizadas, contém um chip que indica no tablet do cientista quanto cada atleta bebeu.

"Um atleta pode perder de 300 mililitros a 3 litros de líquido por jogo. Essa variação não é o mais importante. O principal é a reposição. Isso que vai ditar a recuperação", disse Laitano, integrado desde ontem à comissão técnica da seleção.

Neymar é o único craque. Oscar, o único meia clássico. Duas peças sem substituto similar na seleção brasileira que se apresentam hoje, em Teresópolis, após longos períodos de muitos jogos e pouco descanso. Maratona que cobrou sua conta na parte final da temporada europeia e faz da dupla o principal ponto de atenção no início da preparação para a Copa de 2014.

A maratona de Neymar começou em janeiro do ano passado. Após 30 dias de férias e duas semanas de pré-temporada, vestiu a camisa do Santos contra o São Bernardo, em 19 de janeiro. Foi o primeiro dos 84 jogos do atacante ao longo de 16 meses, até o empate contra o Atlético de Madrid (17/5), que custou ao Barcelona o título espanhol.

Neste período, Neymar mal parou. Fez seu último semestre no Peixe. Assumiu a condição de protagonista da seleção na Copa das Confederações. Começou sua trajetória europeia. Teve apenas 25 dias de férias, entre o evento-teste para o Mundial e o início dos treinos com os catalães.

Inatividade similar somente à provocada por duas lesões, fato raro na carreira do jogador. A primeira, em janeiro, uma entorse no tendão do tornozelo direito. A mais recente, em abril, uma fratura no pé esquerdo. Ambas impediram Neymar de ir a campo por 25 dias e deixaram sequelas.

"Está inchado porque não volta mais a ser o que era, mas o pé está bem. Estou 100% fisicamente", disse, em entrevista veiculada ontem no Esporte Espetacular, da Rede Globo.

As lesões reduziram a frequência de Neymar em campo. Entre janeiro e maio, ele perdeu 13 dos 33 jogos possíveis por Barcelona e seleção. No ano passado inteiro, entre Barça, Santos e Brasil, o atacante perdeu apenas nove partidas.

"O ideal seria o Neymar estar jogando para estar com a coordenação tática apurada. Mas melhor ele chegar assim, de inatividade, do que desgastado", disse o preparador físico da seleção brasileira, Paulo Paixão.

A carga de Oscar é ainda maior. O meia não tem férias de 30 dias desde o fim de 2011, quando ainda defendia o Internacional. Em janeiro de 2012, iniciou uma série de 164 partidas em 28 meses.

Entre junho e agosto de 2012, quando trocou o futebol brasileiro pelo Chelsea, juntou-se à seleção olímpica para os Jogos de Londres. A estreia pelo clube inglês foi oito dias após a perda da medalha de ouro. No meio do ano passado, ganhou duas semanas de descanso pós a Copa das Confederações e iniciou uma temporada de 48 jogos pelo seu time. Menos intensa que anterior (64 partidas) por causa de contusões.

"Não estou jogando porque senti uma dor, uma contusão no adutor", disse, ao justificar sua ausência na semifinal da Liga dos Campeões, contra o Atlético de Madrid.

A comissão técnica da seleção já está preparada para repetir com Oscar a estratégia da Copa das Confederações. O jogador foi examinado assim que se apresentou, recebeu uma programação especial de trabalho e teve sua carga aumentada gradativamente. Participou parcialmente dos dois amistosos preparatórios e foi do início ao fim em quatro dos cinco jogos do torneio. Escalonamento que deve ser repetido nos jogos contra o Panamá, em Goiânia, e a Sérvia, em São Paulo.

Agenda

A semana da seleção:

Hoje

• 10 h – Apresentação

• 15 h – Exames médicos

• 16 h – Entrevistas

Amanhã

• 7 h – Avaliação física

• 12h30 – Entrevistas

• 15 h – Exames médicos

Quarta

• 7h30 – Exames médicos

• 9h30 – Treino

• 12h30 – Entrevistas

• 14h30 – Exames médicos

• 16 h – Treino

Quinta

• 9h30 – Treino

• 12h30 – Entrevistas

• 15h30 – Treino

Sexta

• 9h30 – Treino

• 12h30 – Entrevistas

• 15h30 – Treino

Sábado

• 9h30 – Treino

• 12h30 – Entrevistas

• 15h30 – Treino

Domingo

• 9h30 – Treino

• 12h30 – Entrevistas

• 15h30 – Treino

• 20h30 – Voo para Goiânia

• 22h30 – Chegada em Goiânia

**Seleção fará amistoso em Goiânia, dia 3/6, contra o Panamá.

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