
A primeira de quatro partidas da Copa do Mundo programadas para Cuiabá será para "gringo" ver. A expectativa de público presente no confronto entre Chile e Austrália, hoje, às 19 h, na Arena Pantanal, é de 63% formado por estrangeiros e 18% de fora do estado. Encontrar mato-grossense sentado na arquibancada do estádio que custou ao governo estadual R$ 646,5 milhões será tarefa complicada.
Confira as escalações de Chile e Austrália
Essa invasão estrangeira é perceptível há alguns dias pelas ruas da cidade. Sempre animados e entoando cantorias, os chilenos devem chegar a 20 mil e uma parcela significativa viajou de carro. Com a quantidade insuficiente de leitos na cidade (23 mil) para a previsão de turistas (32 mil), muitos estão "hospedados" em campings.
Essa deficiência no setor hoteleiro fez o governo do estado planejar outras modalidades de acomodação, como residências comuns e até motéis, esses últimos ainda não foram necessários. Mesmo assim, os problemas para acomodar tantos forasteiros continuam.
"As obras demoraram muito para começar. Houve atraso nos recursos financeiros do governo federal, problemas de adequações de projeto, desapropriações. Além disso, a cidade tem 300 anos e o cadastro das interferências de água e esgoto não é claro", justificou Maurício Guimarães, secretário da Copa em Mato Grosso, ontem, a Gazeta do Povo, que também nega a possibilidade do estádio se transformar um "elefante branco" após o Mundial.
Apenas 39% das obras de mobilidade previstas foram concluídas. Soma-se a isso o atraso na colocação das cadeiras fornecidas pela Kangoo, que pertence ao filho do presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, na Arena Pantanal, inclusive questionado na Justiça. Algo que não preocupa chilenos e australianos na partida de hoje, quando a vitória, em um grupo com Holanda e Espanha, é fundamental.








