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Grupo B

Colônia de Carambeí está confiante na campanha da Holanda

Torcida de descendentes de holandeses sofreu e vibrou com o jogo da Holanda contra a Austrália

Torcedora acompanha jogo da Holanda contra a Austrália em Carambeí | Josué Teixeira / Gazeta do Povo
Torcedora acompanha jogo da Holanda contra a Austrália em Carambeí (Foto: Josué Teixeira / Gazeta do Povo)

Não foi tão fácil quanto no último dia 13, quando a Holanda estreou na Copa goleando a atual campeã, Espanha, mas a vitória de 3 a 2 sobre a Austrália animou a pequena torcida que se reuniu nesta quarta-feira (18) no Parque Histórico de Carambeí, nos Campos Gerais. Com roupa alaranjada, chapéu com as cores da bandeira holandesa e comida típica, a torcida soltou gritos de gol que estavam entalados desde o jogo do Brasil contra o México, que terminou empatado terça-feira (17), já que a comunidade da colônia está dividida entre a paixão pelas duas seleções.

Anneke de Geus, 75 anos, nasceu na Holanda e veio para o Brasil aos 12 anos de idade. Ela torce para os dois times na Copa e, se der Holanda e Brasil na final, ele sugere um final inusitado: "Tem que dar empate", ri a torcedora. O empate de 1 a 1 no primeiro tempo a desanimou. "Fiquei muito nervosa, quase fui embora, mas resolvi ficar", disse a holandesa, que desviava o olhar cada vez que a Austrália chegava à pequena área.

O desempenho da Holanda no primeiro tempo desestimulou o presidente da Associação Parque Histórico de Carambeí, Dick de Geus. "Está irreconhecível", cutucou o torcedor comparando a Holanda desta quarta (18) ao time da estreia na Copa. Ele parou a entrevista para comemorar o segundo gol da Holanda, que igualou o placar no segundo tempo. "Mas, está melhorando", disse.

A torcida pela Holanda reuniu a família toda. Helena Rosa Nolte trouxe a mãe, quatro irmãos e uma filha para assistir ao jogo no Parque Histórico. "Estamos torcendo para o Brasil e a Holanda na Copa, mas meu marido é descendente de alemães; ele e a minha filha estão torcendo para a Alemanha também", comentou. Gerdiena Dykstra só deixará de torcer pela Holanda se ela estiver na final com o Brasil. "No final, tem que dar Brasil", comenta. Ela trouxe da Holanda vários adereços com as cores da bandeira holandesa e distribuiu quarta aos colegas torcedores.

A reunião da torcida, que acompanhou o jogo por um telão de 150 polegadas, aconteceu no café Koffiehuis. O local foi decorado nas cores verde e amarelo, do Brasil, e alaranjado, da Holanda, com as bandeiras das duas seleções. Nos dias de jogos da Holanda, a cafeteria também serve pratos típicos holandeses, como o bitterballen, que é um bolinho de carne, e a famosa torta holandesa. Carambeí tem uma das maiores colônias holandesas do país. Dos 19 mil habitantes da cidade, cerca de 2,5 mil são descendentes ou holandeses.

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