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3º Lugar

Sem resposta

No dia seguinte ao vexame diante da Alemanha, Felipão não explica os motivos da pior derrota da seleção brasileira em 100 anos. Futuro do treinador no cargo segue indefinido

Felipão falou, falou, falou... Mas desconversou ao ser questionado sobre o massacre da Alemanha sobre o Brasil, terça | Hugo Harada
Felipão falou, falou, falou... Mas desconversou ao ser questionado sobre o massacre da Alemanha sobre o Brasil, terça (Foto: Hugo Harada)

No dia seguinte à humilhação diante da Alemanha (7 a 1), Luiz Felipe Scolari desconversou sobre o seu futuro na seleção brasileira. O técnico tem contrato até sábado, data da disputa de terceiro lugar com a Holanda. A tendência é que deixe o cargo – Tite é o mais cotado para substituí-lo.

INFOGRÁFICO: Veja os motivos do fracasso da seleção

"Não vamos discutir em hipótese alguma antes. Temos outra final no sábado. Depois vamos conversar. A definição passa pela direção da CBF. É um assunto que não passa pela minha cabeça", resumiu Felipão, em entrevista coletiva.

Delfim de Pádua Peixoto, presidente da Federação Catarinense de Futebol, um dos vices da CBF (Região Sul) e homem próximo ao presidente da entidade, José Maria Marín, taxou Scolari de "obsoleto".

"Por que vou responder ao Delfim? Único título nacional de Santa Catarina quem deu fui eu, com o Criciúma. Ele tem de ajoelhar e pedir bênção pra mim", rebateu o treinador.

A coletiva iniciou carregado de simbolismo, contando com a presença de todos os integrantes da comissão técnica. Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba e chefe da delegação, sentou ao meio na bancada principal – entretanto, não falou nada.

Ao longo dos cerca de 50 minutos, nenhuma explicação sobre a pior derrota da equipe nacional em 100 anos, mesmo quase 24 horas depois do vexame histórico. Felipão e o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira, os únicos que responderam a perguntas, mantiveram o discurso de que foi uma "pane geral", "catástrofe", "tsunami".

"Após a Copa das Confe­­derações, tivemos uma derrota e nove vitórias. Tínhamos uma equipe preparada, um sistema de jogo. Foi uma derrota ruim, seis minutos de pane geral. Se eu pudesse responder ao que aconteceu naqueles seis minutos, eu responderia, mas eu não sei", resumiu Scolari.

O treinador defendeu ainda a escalação de Bernard no ataque e garantiu que conhecia o esquema do adversário, baseado na força do meio de campo. Revelou ainda que realizou a quantidade ideal de treinamentos, rebatendo acusações sobre a rotina da preparação na Granja Comary.

Parreira foi além e afirmou que o trabalho foi "perfeito". "Tudo funcionou, foi perfeito, só não funcionou o resultado com a Alemanha. Todos foram perfeitos nas suas atribuições, não houve erro na logística, treinamento", declarou o coordenador. Mais tarde, Parreira, sempre em tom exaltado, leu um e-mail de uma torcedora identificada apenas como "Dona Lúcia". A mensagem exaltava o caráter e a humildade de Felipão e terminava agradecendo os momentos de felicidade.

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