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O vereador Jorge Bernardi defende que a concessão de potencial construtivo a favor do Atlético desequilibrou a força dos times da capital. | Antônio More / Gazeta do Povo
O vereador Jorge Bernardi defende que a concessão de potencial construtivo a favor do Atlético desequilibrou a força dos times da capital.| Foto: Antônio More / Gazeta do Povo

Após seis anos de trabalho, foi encerrada nesta terça-feira (03) a Comissão Especial para Acompanhamento dos Assuntos Relacionados à Copa do Mundo. O parecer final, apresentado pelo relator da comissão, Cristiano Santos (PV), foi aprovado pela maioria dos demais integrantes, os vereadores Paulo Rink (PPS), também presidente da Comissão, Jorge Bernardi (PDT), Mauro Ignacio (PSB), Pedro Paulo (PT), Pier Petruzziello (PTB), Professor Galdino (PSDB), Tiago Gevert (PSC) e Toninho da Farmácia (PP).

A única ressalva anexada ao relatório foi a proposta do vereador Jorge Bernardi (PDT), que voltou a sugerir que seja concedido ao Coritiba e ao Paraná o mesmo direito ao uso de potencial construtivo cedido para o Atlético para as obras de conclusão da Arena da Baixada. Ao término das obras, o rubro negro recebeu um total de 257.143 cotas de potencial construtivo, o que representa um valor superior a R$ 158 milhões. “O Coritiba e o Paraná teriam o direito de investir esse recurso em melhorias nos seus estádios, sedes sociais ou centros de treinamento para que houvesse um equilíbrio em relação ao que o Atlético recebeu”, explicou Bernardi.

A justificativa do vereador é que, com a doação deste valor ao Atlético, o município criou um desequilíbrio entre os três clubes principais da capital. “A única forma de reequilibrar é conceder o mesmo benefício para o Paraná e para o Coritiba, para que esses clubes invistam em seu patrimônio e ganhem mais força”, alega.

Mesmo que não exista nenhum projeto de lei em vista, o próximo passo agora, segundo Bernardi, é partir para medidas práticas. Segundo ele, a iniciativa para que isso aconteça pode partir tanto da Câmara quanto da população. “Assim como o Atlético, Paraná e Coritiba são patrimônios imateriais dos curitibanos, então todos nós temos de nos esforçar para que esses clubes sejam fortes e tenham destaque nacional e internacional”.

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