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Moses corre ao lado do técnico da Nigéria, o alemão Gernot Rohr , durante treino. | GIUSEPPE CACACE/AFP
Moses corre ao lado do técnico da Nigéria, o alemão Gernot Rohr , durante treino.| Foto: GIUSEPPE CACACE/AFP

Estrela da seleção da Nigéria, Victor Moses tem uma história de vida comovente que envolve perseguição religiosa, emigração e adaptação em tempo recorde a um novo país. Os africanos tentam avançar às oitavas de final da Copa do Mundo 2018 e de quebra eliminar a Argentina.

O meia teve os pais assassinados ainda quando criança e teve que fugir de seu país para não ter o mesmo destino. Na Inglaterra, deslanchou como jogador, rodou por vários clubes e agora consegue jogar sua segunda Copa do Mundo.

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Victor Moses nasceu em 1990 em Kaduna, uma das maiores cidades da Nigéria. Cresceu em uma rotina comum para os garotos da região, mas com privilégios para poucos: entre a bola e a escola, desfrutava do futuro próspero de sua família. Seu pai era pastor cristão, profissão que garantia segurança econômica mas criava animosidade em um cenário de hostilidade entre seguidores de diferentes religiões.

Foi a participação ativa na religião que levou Austine e Josephine a serem assassinados no ano 2000, durante conflito armado entre cristãos e muçulmanos. Cerca de 5 mil pessoas morreram durante as cinco semanas de atentados. A tensão era grande havia décadas e acabou inflamada pela introdução da Sharia (lei islâmica) no estado de Kaduna, em cuja capital vivia a família Moses. A sociedade da província era (e ainda é) dividida, com ligeira maioria muçulmana.

Segundo relatos, os pais de Victor foram mortos na própria casa por jovens combatentes muçulmanos. O garoto não estava por perto porque jogava futebol naquele mesmo momento. Um tio lhe avisou sobre o ocorrido, e o menino recém-órfão ficou escondido em casas de amigos por uma semana antes de ser enviado à Inglaterra. "Tive que fugir o mais rápido possível pela minha segurança. Esta viagem foi muito demorada", relembrou durante entrevista ao jornal Guardian, em 2012.

Victor Moses foi acolhido por uma família de Londres e recomeçou ali sua vida como asilado político. Deslanchou no futebol pouco depois de chegar, saindo de um time juvenil para a base do Crystal Palace. Então virou profissional e passou a rodar por clubes ingleses: Wigan, Liverpool, Stoke, West Ham… Atualmente ele defende o Chelsea, tendo anotado quatro gols na última temporada.

Aos 27 anos, Moses disputa a sua segunda Copa do Mundo. Em 2014, ele ajudou sua seleção a passar da fase de grupos, mas amargou eliminação contra a França nas oitavas de final. Para repetir o feito de avançar ao mata-mata, a Nigéria tem nesta terça-feira (26), a partir das 15h (de Brasília), um duelo direto contra a Argentina. Uma vitória garante vaga, enquanto o empate pode levar a definição para os critérios de desempate derrota resultaria em eliminação.

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