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Coração não salva o Vila Fanny

Pedido de raça não impede a eliminação com derrota por 2 a 0 para o rival Capão Raso

Faichecleres: banda agora conta com um novo baixista, Ricardo Junior (primeiro à direita). | Divulgação
Faichecleres: banda agora conta com um novo baixista, Ricardo Junior (primeiro à direita). (Foto: Divulgação)

No Estádio Ismael Gabardo, sábado, um cartaz pregado na porta do vestiário do Vila Fanny resumia a missão da equipe frente ao Capão Raso: "É o jogo mais importante do campeonato. Vencer ou vencer! Raça e coração!". Na verdade, mais do que um incentivo, um detalhe que revelava o cenário complicado para os donos da casa. Situação de "quase desespero" que, como tal, não se reverteu.

Com um time renovado e contra um adversário mais forte e experiente, o Fanny acabou derrotado por 2 a 0 e deu adeus à Divisão Especial da Suburbana em 2007. O resultado que classificou o Esquadrão de Aço para as semifinais (ao lado do Combate pelo grupo A) foi construído sem grande dificuldade – mesmo com o primeiro gol tendo demorado 22 minutos para sair.

Em vacilo geral da defesa do Alvirrubro, o atacante Laurinho, que atuou durante três anos pelo Coritiba, só teve trabalho de completar de cabeça depois do cruzamento de Liferson. E, assim, os visitantes foram "cozinhando" a partida, sem que sofressem pressão. O reinício do jogo no segundo tempo, e o quadro de missão impossível para manter-se vivo na Suburbana, chegou a despertar um saudosismo em Eliseu Siebert, presidente do Fanny.

Assistindo sozinho ao confronto embaixo das cabines de imprensa – onde atua de "gandula", orienta o time e administra o clube –, entre elogios ao seu time, Siebert relembrava os bons tempos. "Esse já foi nosso, esse também, aquele...", dizia, apontando os jogadores em campo. Ele se referia à Fabiano, Márcio, Samuel, Liferson, Laurinho e Odair, seis titulares do Capão Raso, campeões da Divisão Especial em 2002 pelo Fanny.

Cozinhando a partida, os visitantes chegaram a sofrer uma pressão e, por pouco, não viram Marcelo Maia empatar com uma cobrança de falta bem defendida pelo goleiro Paulão – sem contar uma reclamação de pênalti dos donos da casa.

Mas, "quando o time é inferior é complicado", comentou Siebert, antecipando o que viria. Aos 27 minutos, o bom atacante Pequi fez 2 a 0 em um chute de fora da área sem chance para Clodoaldo. Faltando 15 minutos para o fim, restou ao Fanny pensar no futuro para esquecer o passado.

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