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Paranaense

Coritiba joga na balada dos bons resultados

Ritmo musical eclético move o melhor time do Estadual. Cantoria revela ambiente amistoso entre os comandados de Marcelo Oliveira

Campeão no rachão: Lucas Mendes, Bill, Pereira, Marcos Paulo, Vanderlei e Caio. Em baixo: Leonardo, Marcos Aurélio, Éverton Ribeiro, Djair, Dênis, Willian, Leandro Donizete, Léo Gago e Rafinha. Coxa é só alegria | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
Campeão no rachão: Lucas Mendes, Bill, Pereira, Marcos Paulo, Vanderlei e Caio. Em baixo: Leonardo, Marcos Aurélio, Éverton Ribeiro, Djair, Dênis, Willian, Leandro Donizete, Léo Gago e Rafinha. Coxa é só alegria (Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo)

"Jogar por música" tornou-se fa­­moso bordão dos radialistas para explicar um time entrosado, cria­­tivo, alegre, envolvente e im­­batível. O Coritiba de Marcelo Oli­­veira não foge à regra da batida expressão esportiva. A cantoria move o time que não tem ri­­vais até agora no Paranaense.

Não será diferente hoje no Cou­­to Pereira, às 18h30, contra o Rio Branco, antepenúltimo colocado do Paranaense. Mesmo a cin­­co rodadas do fim do returno, com vantagem de cinco pontos sobre o segundo colocado, e prestes a quebrar o recorde de triunfos consecutivos no Estadual (12, do Atlético de 2008), o clube só evita cantar vitória.

"Não tem música nenhuma [que embala o time], não. A gente tem de entrar com vontade de vencer, de vestir a camisa com muito amor, bem posicionado em campo e buscando a pontuação necessária", disse o mineiro, que destacou os conterrâneos Alexandre Pires e Paula Fernan­­des, além da colombiana Sha­­kira, como os mais executados em seu carro – quando pensa na forma de armar a equipe.

Entre os jogadores – mantendo re­­gra geral dos boleiros – o pagode predomina. O ritmo, no entanto, tem concorrência acirrada do sertanejo e do funk. O atacante Bill e o lateral-direito Jonas, apontados pelos companheiros como os mais animados do grupo, comandam a farra musical.

"Gosto mais de pagode, o Jo­­nas de axé e o Bill de funk", disse Léo Gago, outro líder na escolha do som alviverde. Com dores no pé, o volante não treinou ontem, mas não preocupa e vai encarar o time de Paranaguá. "Tem todo tipo de música, desde sertanejo a eletrônica", apontou o atacante Marcos Aurélio, apreciador de pagode e sertanejo, e ainda fora de combate por causa de um estiramento muscular.

Quando o assunto é cantoria, porém, os mais agitados fogem do assunto. "Não sei a letra, se não eu cantava", disse Gago, so­­bre a canção que segundo ele é a mais ouvida nas concentrações: Superman, A Liga da Jus­­tiça, da banda de Axé LevaNóiz. "É melhor chamarmos os outros Super-Amigos antes que chegue toda a Legião do mal", abre a canção.

"Larga mão disso aí, não sei cantar não", esquivou-se também o centroavante Bill. Nem o za­­gueiro Pereira, mais experiente entre os titulares, com 31 anos, arriscou uma palhinha de seu estilo preferido, o gospel. "De jeito nenhum", declarou o atleta, que volta a ser titular após duas semanas no Departamento Médico.

O ótimo clima no elenco coxa-branca ganha ainda mais motivos para risos quando os próprios jogadores resolvem fazer um barulho. Leonardo é responsável pelo cavaquinho, Jonas, Dê­­nis e Lelê se arriscam nos pandeiros. "Estão bem afinadinhos", contou o volante Willian, fã de Charlie Brown Jr. e de música ser­­taneja.

O que também não pode faltar é a comemoração dentro de campo. O ataque mais positivo do Brasil marcou 54 gols em 21 jogos até aqui. E promete mais coreografia e dancinhas.

"[O que nos embala] é a música do Coxa, não adianta. Acho que o grupo está vivendo um momento muito bom. Se Deus quiser vai ter mais comemoração do ‘Bonde do Verdão’ por aí", fechou Bill.

Ao vivo

Coritiba x Rio Branco, às 18h30, na Rádio 98 (FM 98,9) e no tempo real da Gazeta do Povo.

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