
Os cinco jogos sem vitória do Coritiba no Brasileiro, e a proximidade com a zona de rebaixamento, ainda não respingam no técnico René Simões. Nos corredores do Couto Pereira, o treinador continua com crédito entre os dirigentes do G-9 alviverde. Eles acreditam que uma troca no comando técnico do time, neste momento, poderia trazer mais malefícios do que benefícios além do fato de não haver muitos profissionais de renome no mercado.
O discurso positivo, contudo, estaria condicionado à partida de amanhã contra o Santos, em Cascavel. De acordo com a apuração da Gazeta do Povo, uma nova derrota fará com que alguns dirigentes peçam medidas mais enérgicas à direção de futebol. Mas, por enquanto, o pensamento é quase unânime, de que a equipe vem evoluindo e o que estaria faltando a René Simões seria sorte.
As opiniões sobre as derrotas variam, vão desde erros individuais, na maioria ocorridos na defesa do Alviverde, a falta de melhores peças no elenco, principalmente um centroavante.
A sensação dos dirigentes é a de que "a qualquer momento a equipe irá deslanchar". Essa reação, no entanto, teria de começar contra o Peixe. Ontem, ao menos, a inscrição de Thiago Gentil apareceu no Boletim Informativo Diário da Confederação Brasileira de Futebol, e o atleta pode jogar amanhã.
Embora oficialmente o apoio a René Simões pareça irrestrito, a situação vem mudando lentamente desde que a equipe começou a tropeçar em casa. Além dos resultados, outro fator que não teve boa repercussão no Alto da Glória foi a mudança para o esquema 442. Nas partidas contra Grêmio, Atlético, Sport, Vitória e Botafogo o Alviverde jogou com dois zagueiros e somou cinco pontos venceu a primeira, mas conseguiu apenas mais dois empates, e em casa. A alteração no sistema teria ido contra o planejamento do clube, que montou o elenco baseando-se na necessidade de uma equipe que atua com três zagueiros.
Santos em Foz
Com a suspensão de Germano, com três cartões amarelos, a aposta do Santos para o jogo contra o Coritiba é o volante Rodrigo Mancha. Ainda sem jogar pelo novo time, Mancha disse que seria uma honra estrear contra o time que defendeu por seis anos. "Se for escalado e marcar, não vou comemorar. Foi o time que me projetou para o futebol e tenho muito respeito por todos", justificou no final do treino físico. O time chegou a Foz no final da manhã. Segue hoje a Cascavel.
Colaborou Fabiula Wurmeister, da sucursal em Foz do Iguaçu



