
No dia em que o Coritiba entrou em campo vestindo uma camiseta comemorativa pelo recorde mundial das 24 vitórias consecutivas, esteve bem longe daquele time que alcançou a marca que foi parar no Guiness Book.
Sem qualquer inspiração para furar a retranca do Bahia, o Alviverde não fez valer o mando de campo e empatou por 0 a 0 com a equipe baiana, ontem, no Couto Pereira. Na sua casa, o Coxa entrou em campo com 71% de aproveitamento neste Nacional e 100% no returno.
Com o empate sem gols, o discurso de que "ainda é possível" alcançar uma vaga na Libertadores nem sequer foi ventilado após a partida. E não seria diferente, já que o time do Alto da Glória parou na 11.ª colocação com 41 pontos, a longos 9 do Fluminense, o primeiro na zona de classificação para a competição continental.
"Algum descuido no caminho nos deixou nessa situação. Na medida em que não conseguimos as duas últimas vitórias, naturalmente que o caminho fica mais longo. Tenho comigo e os jogadores estão cientes de que agora é o momento de maior união e mais trabalho para buscar a melhor colocação possível. Temos que fazer o melhor sempre", resumiu o atual pensamento coxa-branca o técnico Marcelo Oliveira.
O fato de atuar em casa, onde o Coritiba é infinitamente superior, não foi um diferencial ontem. Pelo contrário, foi uma armadilha na qual os atletas não estiveram atentos. "Alertei os jogadores de que não podíamos entrar em campo achando que apenas o Couto [Pereira] e a torcida ganhariam o jogo", reclamou.
A igualdade no placar que determinou essa resignação foi desenhada a partir de um expediente clássico e já esperado pelo Alviverde: retranca e contra-ataque. Não por acaso que esse foi o aspecto exaustivamente comentado tanto pelo treinador como pelos jogadores depois do apito final.
"Não faltou sorte. Tivemos domínio total do jogo, eles vieram fechados e conseguiram levar o empate", comentou o atacante Marcos Aurélio. Na mesma linha seguiu o zagueiro Emerson. "Faltou o gol, mas precisamos ter tranquilidade. O Bahia veio com o propósito de se defender, mas ainda temos algumas rodadas pela frente", disse.
Se o objetivo da Libertadores morreu de vez, a "melhor colocação possível" que Oliveira citou tem ainda mais oito atos. O primeiro deles é no próximo domingo contra o São Paulo, no Morumbi.








