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Copa do Brasil

Coritiba pronto para encarar a pressão do Ceará

Estádio apertado e com gramado ruim será um dos desafios do Coritiba na primeira partida na busca pela final inédita na Copa do Brasil

Funcionários fazem uma maquiagem com areia pintada de verde no gramado ruim do Presidente Vargas, o apertado estádio que receberá o duelo de hoje entre Ceará e Coritiba | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Funcionários fazem uma maquiagem com areia pintada de verde no gramado ruim do Presidente Vargas, o apertado estádio que receberá o duelo de hoje entre Ceará e Coritiba (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)
Léo Gago posa para foto com os amigos Martins, Alderni e Junior |

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Léo Gago posa para foto com os amigos Martins, Alderni e Junior

Tcheco marca Rafinha no treino de terça-feira em Fortaleza |

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Tcheco marca Rafinha no treino de terça-feira em Fortaleza

Fortaleza - O nome do estádio onde o Coritiba faz hoje contra o Ceará, às 21h50, o primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil é Presidente Vargas, mas bem que poderia ser chamado de "panela de pressão". Pequeno (20.600 lugares), com um campo apertado (105 m x 68 m) e com gramado ruim, o PV, como é conhecido, substitui o Castelão – em reforma para a Copa de 2014 – e é o grande trunfo dos donos da casa para tentar chegar à final.

Reformado entre 2008 e o início de 2011, o estádio encravado no bairro Benfica apresenta um ar aconchegante. Repleto de cadeiras azuis – não há arquibancadas – e com vidros fazendo o papel de alambrado entre a torcida e as quatro linhas, está perfeito do ponto de vista dos torcedores. Para os atletas, no entanto, são apenas oito pas­­sos de distância. Promessa de uma pressão assustadora.

"Assusta um pouco, sim, porque é bem apertado", confirmou o volante Léo Gago. "Estou sabendo que agora colocaram vidros lá e a torcida fica ainda mais perto. Mas se quisermos ser campeões temos de passar por cima de tudo isso", adicionou o campeão estadual pelos rivais Ceará e Fortaleza, em 2006 e 2007, respectivamente.

"A gente sabe que é casa cheia e que a torcida empurra o time. Mas sabe também que conseguir fazer gols fora de casa dificulta bastante para o adversário. Eles vão vir para cima nos primeiros minutos, mas estamos trabalhando para suportar essa pressão", concordou o meia Rafinha. Assim como Gago, ele retorna após cumprir suspensão na única derrota da temporada, contra o Palmeiras, na última semana – resultado que não impediu a classificação alviverde.

Além da proximidade do torcedor rival, o Coxa terá outro obstáculo diante do Vozão. Muito esburacado, o gramado do PV foi ma­­quiado ontem à tarde. Para cobrir as falhas, areia pintada de verde. Até a prefeitura de For­­taleza, que administra a arena, admitiu que as condições não são as melhores.

"Não me preocupa. Esta­mos preparados. Não vamos perder em função disso. Vamos en­­frentar o Ceará, que é muito forte, principalmente aqui. Temos de estar preparados para marcá-los bem", declarou o técnico Marcelo Oliveira, dizendo que seus comandados estão calejados em partidas importantes após os clássicos contra o Atlético, pelo Paranaense, e o duelo com o Palmeiras, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

"Temos de lembrar que é Copa do Brasil. São dois jogos. Temos de pensar neste jogo, mas também saber que há uma segunda etapa", fechou o treinador, prometendo manter a postura ofensiva do time.

Fim de sequência recordista diminui a responsabilidade

Se o Coritiba enfrentará uma grande pressão vinda das arquibancadas hoje, às 21h50, no Está­dio Presidente Vargas, em Forta­leza, ao menos a equipe alviverde já se livrou de outro grande fardo para a partida contra o Ceará, pelas semifinais da Copa do Brasil.

A quebra da sequência de 24 vitórias seguidas – recorde nacional estabelecido pelos comandados do treinador Mar­celo Oliveira – e dos 29 confrontos de invencibilidade desde o início da temporada, contraditoriamente, parece ter feito bem ao time, que terá pela frente uma semana decisiva.

Pelo menos é o que transparece o discurso do técnico e dos jogadores. "Sempre disse que esse não era nosso grande objetivo [o recorde]. Queríamos ser campeões paranaenses e avançar na Copa do Brasil. Portanto, [a derrota] chegou em um bom momento", afirmou o treinador.

"Achei que foi ótima [a derrota], pelo momento. Tirou essa pressão da invencibilidade. Já conquistamos o recorde. Quere­mos agora mais conquistas", en­­fatizou Oliveira, que espera um duelo equilibrado com o Ceará e já destacou quem são as maiores ameaças à meta do goleiro Édson Bastos.

"Vários. O time como um todo. Tem de marcar o Geraldo, o Tiago Humberto, o Iarley, o artilheiro lá na frente [Wa­­shing­ton], o Nicácio, que voltou – após litígio com a diretoria. Não é preocupação, mas cuidados com todos esses jogadores", fe­­chou o comandante.

Ele elegeu com bastante antecedência Leonardo para substituir o suspenso Bill no ataque. Em relação ao último jogo com o Palmeiras, poderá contar com o retorno do volante Léo Gago e do meia-atacante Rafinha, que cumpriram suspensão. (FR)

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Ceará x Coritiba, às 21h50, na RPC TV, na Rádio 98 FM (98,9) e no tempo real da Gazeta do Povo.

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