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Sul-Americana

Coritiba sofre eliminação na medida certa

Triunfo por 2 a 0 no tempo normal, com muita luta dentro de campo, ameniza derrota nos pênaltis e dá moral para a retomada do Brasileiro, sábado, contra o Avaí, novamente no Couto

Antes da disputa por pênaltis, os jogadores do Coritiba fizeram a tradicional corrente no meio do campo: erro do juiz e falha de Jéci selaram a eliminação | Antonio Costa/Gazeta do Povo
Antes da disputa por pênaltis, os jogadores do Coritiba fizeram a tradicional corrente no meio do campo: erro do juiz e falha de Jéci selaram a eliminação (Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo)

Coritiba 2 x 0 Vitória (nos pênaltis, Vitória 5 x 3 Coritiba) - Uma desclassificação na me­­dida certa. Pode até parecer es­­tranho, mas essa foi a sensação que ficou no jogo de volta da Copa Sul-Americana. Após o Co­­ri­­tiba vencer o Vitória por 2 a 0 nos 90 minutos, foi derrotado nos pênaltis (5 a 3).

A apenas um ponto da zona de rebaixamento do Cam­pe­­onato Brasileiro, a possibilidade de avançar no torneio continental não era vontade unânime no Alto da Glória. Iria preencher os próximos meios de semana do clube, não daria tempo para Ney Franco treinar e desgastaria demasiadamente o elenco – uma equação com resultado previsível.

Já uma desclassificação apática, com derrota ou empate, também prometia efeitos colaterais fortes. Um tropeço em ca­­sa seria o suficiente para apagar o bom começo de Ney Franco, pressionaria mais o elenco e deixaria o torcedor desconfiado, sem paciência.

Mas igualar o marcador da pri­­meira partida com superação e determinação – e cair apenas na "loteria" das penalidades – rendeu o aplauso me­­recido do torcedor ao fim do jo­­go. Devolveu o moral que a equipe esteve prestes a perder após a derrota para o Santo André.

"Viemos querendo uma classificação. Fizemos um bom jogo, corremos atrás, conseguimos o placar para levar aos pênaltis... A equipe mostrou que queria muito", afirmou Ney Franco, aparentando um misto de frustração e alívio.

"Mas a nossa equipe, a partir desse momento, se encontrou e tem condição de fazer um bom jogo contra o Avaí. Depois dessa partida vamos ter duas semanas seguidas sem jogos no meio de semana, vai ser o tempo para colocar algo a mais", complementou.

Ontem, dois erros selaram a desclassificação do Coritiba na Copa Sul-Americana. O primeiro ocorreu ainda na etapa inicial, quando era difícil imaginar o desfecho do jogo, e nem foi lembrado pelos jogadores ao fim da partida. Logo aos 12 minutos, Marcos Aurélio recebeu em posição legal e foi derrubado pelo goleiro Gléguer. Em vez de pênalti, o árbitro deu impedimento. Depois, claro, a cobrança do pênalti para fora do zagueiro Jéci, a terceira. Coisas do passado para o elenco alviverde.

"Agora é pegar essa força e levar para o Brasileiro para ga­­nhar aqui do Avaí. O torcedor está um pouco triste, mas no fundo está feliz pela nossa reação", resumiu Márcio Gabriel. Foi um pouco do sentimento geral do time coxa-branca.

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Em Curitiba

Coritiba

Vanderlei, Rodrigo Heffner, Jéci, Pereira e Rodrigo Crasso (Renatinho); Jaílton, Leandro Donizete, Marcelinho Paraíba, Pedro Ken (Márcio Gabriel), Marcos Aurélio (Leozinho) e Ariel

Técnico: Ney Franco

Vitória

Gléguer; Wallace, Fábio Ferreira e Anderson Martins; Apodi, Magal, Vanderson, Leandro Domingues e Robinho (Leandro); Neto Berola (Carlos Alberto) e Roger

Técnico: Vagner Mancini

Estádio: Couto Pereira. Árbitro: Victor Hugo Rivera (PER). Gols: Marcelinho Paraíba (C), aos 2/2º, Renatinho (C), aos 12/2º. Nos pênaltis: Vitória 5 (Carlos Alberto, Leandro Domingues, Magal, Apodi e Roger) x 3 Coritiba (Marcelinho Paraíba, Rodrigo Heffner e Renatinho). Amarelos: Renatinho, Jéci e Jaílton (C); Gléguer, Fábio Ferreira e Apodi. Público pagante: 11.468 (12.710 total). Renda: R$ 121.240,00

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