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Barbárie no Couto após rebaixamento do Coxa completa dez anos sem ninguém preso
| Foto: Arquivo Gazeta do Povo

A selvageria que tomou conta do Couto Pereira após o rebaixamento do Coritiba na última rodada do Brasileirão de 2009, contra o Fluminense, completa dez anos nesta sexta-feira (6). Uma década depois, ninguém está preso pelo maior episódio de violência dentro de um estádio de futebol no Paraná.

Em março de 2017, o Tribunal do Júri condenou seis pessoas pelo quebra-quebra que deixou cerca de 20 feridos e prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil. Por lesão corporal qualificada, dois torcedores pegaram penas em regime semiaberto — Renato Marcos Moreira (2 anos e 11 meses) e Alan Garcia Barbosa (2 anos e 1 mês).

Outros quatro foram condenados, em regime fechado, por tentativa de homicídio contra policial militar, por motivo fútil: Adriano Sutil Oliveira, Gilson da Silva e Sidnei Cesar de Lima (7 anos e 6 meses cada). Já Reimakler Alan Graboski pegou 8 anos e 4 meses de reclusão. Eles saíram presos da sessão.

As penas, no entanto, foram redimensionadas no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR), a segunda instância. Todos os réus, então, passaram para o regime semiaberto.

Gilson da Silva teve a pena reduzida para 5 anos e 10 meses, enquanto a punição de Adriano de Oliveira e Sidnei de Lima caiu para 6 anos e 3 meses. Reimackler Graboski, então líder da torcida organizada Império Alviverde, viu sua condenação diminuir para 7 anos de reclusão.

De acordo com o TJ-PR, Adriano e Reimackler ainda aguardam decisão dos recursos interpostos. O Ministério Público (MP) pediu a execução provisória das penas, mas ambos conseguiram habeas corpus para aguardar a decisão em liberdade.

Os outros quatro réus não entraram com recursos e aguardam o trânsito em julgado. Porém, como foram condenados ao regime inicial semiaberto, nenhum deles está preso. A explicação é que o Estado não tem vagas para cumprimento neste regime — as vagas em colônias penais têm sido extinguidas gradativamente.

Penas alternativas

Ao todo, 14 pessoas foram acionadas pelo MP pela invasão. Sete delas tiveram suas sentenças definidas em abril de 2011. Todas foram proibidas de entrar em estádios por dois anos.

Cinco foram obrigados a pagar multa mensal de R$ 150 ao Coritiba até 2013 pelos danos materiais. Além disso, quatro dos sete foram condenados a prestar serviços à comunidade.

Já o policial Claudio Roberto Pereira Ramos, responsável por atirar com bala de borracha no torcedor Anderson Rossa Moura, foi absolvido pela Justiça Militar.

Veja vídeo especial: “Dez anos do inferno verde”

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