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Brasileiro

Coxa busca amenizar pior fase de Oliveira

Diante do Vasco, Coritiba almeja quebrar sequência de derrotas e aliviar a pressão sobre o treinador

O comandante Marcelo Oliveira já passou a ser cobrado indiretamente pela diretoria | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
O comandante Marcelo Oliveira já passou a ser cobrado indiretamente pela diretoria (Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo)

Após um ano e meio e 124 jogos no comando do Coritiba, o técnico Marcelo Oliveira enfrenta nesta quinta-feira (16), diante do Vasco (21 horas), o seu pior momento dentro do clube.

Depois de quatro derrotas seguidas – uma pela Sul-Americana e três pelo Brasileiro –, o treinador tentará surpreender no Rio de Janeiro para afastar o time da zona de rebaixamento. Luta ainda para que ele próprio possa respirar mais aliviado e seguir no cargo um pouco menos pressionado.

Em 2011, temporada de estreia do técnico no clube, o Coritiba não chegou a se deparar com uma situação parecida com a atual. A pior fase no ano passado ocorreu nas duas primeiras rodadas, quando perdeu para Atlético-GO e Corinthians. Em 2012, antes da penúria atual, o Alviverde já havia engatado reveses para Sport, Palmeiras (este pela final da Copa do Brasil) e São Paulo.

"Acho que esse é o pior momento nessas duas temporadas à frente do Coritiba", admite o técnico, ressaltando que as situações ruins, tanto quanto as boas, são responsabilidade de todos. "O momento é nosso. Mas é lógico que eu sou o comandante, eu escalo, eu sou talvez o primeiro alvo na arena."

Entre os 20 clubes da Série A, Oliveira é o terceiro técnico há mais tempo no cargo, atrás apenas de Tite (Corinthians) e Luiz Felipe Scolari (Palmeiras). Comparando aos treinadores que dirigiram o Coxa na história, o atual é o quarto do ran­­king, atrás de Félix Magno (201), Dirceu Krüger (185) e Tim (126).

Antes respaldado pela diretoria, Oliveira já começa a sofrer cobranças vinda de cima. Nesta semana o presidente coxa, Vilson Ribeiro de Andrade, admitiu que no clube, como em qualquer empresa, a pessoa se mantém no cargo apenas se tiver trabalho, competência e resultado.

"Não podemos achar que estamos lá embaixo e as coisas estão bem. Não estão", assume Oliveira, argumentando que o time foi muito prejudicado neste ano pelo número excessivo de jogos e de contusões. "Não podemos deixar nos abater e perder a linha de conduta de trabalho. Quem é covarde sai. Quem gosta de desafios e tem coragem enfrenta e muda a situação", ensina.

Para voltar a vencer, Oli­­veira não poderá contar com Leonardo. O atacante, que se jogasse nesta quinta-feira completaria seu sétimo jogo no torneio e ficaria impossibilitado de se transferir, foi vetado pelo departamento médico. O Atlético-MG tem interesse no jogador.

Por outro lado, Rafinha e Robinho retornam de suspensão e farão companhia ao lateral-direito Ayrton, que promete jogar por Marcelo Oliveira. "Temos de jogar para nos defender e com certeza ajudá-lo também que precisa muito", diz.

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