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Paranaense

Coxa começa a pagar conta pelo sucesso de time-base

Em 15 dos 16 jogos da temporada, sete atletas estiveram em ação. Baixa rotatividade – antes festejada – agora gera ônus à equipe

O começo arrasador do Coritiba na temporada é atribuído, entre outros fatores, à baixa rotatividade do elenco. Enquanto os rivais locais não encontram a formação ideal, o Alviverde não cansa em repetir as mesma peças. Bom para o entrosamento, ruim diante do esforço físico ao qual os jogadores são submetidos, facilitando o aparecimento de lesões musculares.

Com exceção feita ao jogo contra o Cianorte, quando o técnico Marcelo Oliveira deu folga ao time titular, sete atletas jogaram todos as outras partidas. Édson Bastos, Jonas, Pereira, Emerson, Eltinho, Léo Gago e Marcos Aurélio praticamente não tiveram folga. Ao todo, foram 16 confrontos no ano.

Não é à toa que dois dessa lista – Pereira e Eltinho – saíram com suspeitas de lesão muscular no clássico contra o Paraná, no último domingo.

Ao lado deles, o atacante Bill também teve o mesmo problema. Coin­­cidentemente, os três sentiram a coxa esquerda. Uma ressonância ainda vai avaliar o grau das lesões e o tempo de afastamento.

O médico da equipe, Walmir Sampaio, é direto ao afirmar que a principal causa é a pesada sequência de jogos, que não dá tempo para os atletas descansarem a musculatura. Mas a quantidade de partidas não é a única culpada.

"A pré-temporada com duas semanas é muito curta. E ainda tem os campos pesados com muita chuva, que predispõem o atleta para as lesões", justifica Sampaio.

O descanso dado ao time titular na última rodada do primeiro turno do Paranaense não valeu para o atacante Bill, que fez questão de estar em campo. Nesses casos, os jogadores ficam mais próximos do limite. "Ninguém quer ficar de fora ou dar brecha. Não é nem cobrança, eles mesmos querem treinar forte e jogar", comenta Sampaio, isentando o atacante de qualquer tipo de irresponsabilidade. "Não dá para saber se teria lesão [se não tivesse jogado]."

Poupar jogadores, entretanto, não é a solução mais apreciada pelo departamento médico nem pelo treinador. "Não chega a esse ponto [de poupar]. O que temos de fazer é poupar treinamentos, diminuir a intensidade e o tempo para quem está jogando constantemente", sugere o técnico Marcelo Oliveira.

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