
Ele chegou sem fazer alarde. Com 27 anos, sabia que teria de aproveitar as poucas chances que aparecessem. Chegou a passar a noite anterior à estreia acordado. Mas se agarrou tanto à oportunidade dada que, agora, depois de ter seu contrato renovado no final do Paranaense, terá também um aumento de salário.
O zagueiro Cleiton foi contratado do Toledo para compor o grupo. Só atuou no amistoso contra o Fluminense, na primeira partida do Coritiba na temporada, porque Pereira, a grande contratação para o setor, estava lesionado. Foi tão bem que hoje é peça imprescindível na equipe de René Simões. A ponto de os boatos de que haveria outra equipe interessada no seu futebol causarem um rebuliço no clube.
"Fiquei sabendo pelos meus informantes que tinha alguma história com o Cleiton (dele se transferir para outra equipe) e chamei ele para conversar. Falei para não fazer essa bobagem (de sair), pois aqui ele está ganhando maturidade, experiência, joga num time grande e colocará uma Série A no currículo", revelou René Simões, que contou os boatos à diretoria. "Antes ele era uma aposta, agora é uma realidade. O Coritiba está olhando isso, vai melhorar a condição dele. O Felipe (Ximenes, gerente) já está conversando com o Cleiton. Isso é bom, pois todos ficam felizes", acrescenta.
A preocupação do clube em agradar a um atleta que já tem contrato até 2011 é facilmente justificável. Nos números, basta saber que enquanto Cleiton esteve fora do Brasileirão, nas quatro primeiras partidas, o Alviverde sofreu 10 gols. Quando retornou, nas últimas três, foram só três tentos sofridos pela primeira vez, e por duas vezes seguidas, o Coxa não foi vazado.
"Acho que não sou só eu, é a equipe inteira. Tivemos tempo para treinar, e isso faz a diferença", esquiva-se o zagueiro, criado no Inter, onde não teve chances. Agora, reencontrará seu antigo time, domingo.
Quando Cleiton está em campo a diferença é clara. Além de força na marcação e velocidade, com o jogador a equipe ganha versatilidade. "Ele é muito rápido e sai bastante para o jogo. Isso dá uma dinâmica maior à equipe", afirma Pedro Ken. "Com ele nós empurramos o adversário para o seu campo, pois ele tem facilidade em se soltar e corre muito", completa René.
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Coritiba 100 anos
Faltam 110 dias - 24 de junho
* Galo (Antônio César Maximiliano) nasceu em 6/8/1898. Goleiro arrojado, iniciou no Coritiba em 1919. Formou com Bahú (Guilherme Haasper) e Gibbein (Ognibene Bonato) eficiente trio defensivo, que manteve-se invicto na vitória alviverde frente ao selecionado paulista, de Arthur Friedenreich, em 1921.
* Baby (Reinaldo Baby) nasceu em 18/8/1921. Ponteiro direito rápido, estreou na vitória coritibana frente ao Corinthians por 1 a 0, em 31/1/1943. Baby é o segundo maior artilheiro alviverde da história dos Atletibas, com quinze gols. Em 1953, despediu-se do clube. Morreu em 14/7/1992.
IMPORTANTE: Se você conhece parentes de Galo ou Baby, contate os Helênicos pelo fone (41) 9957-8672 ou e-mail helenicos@historiadocoritiba.com.br. Qualquer informação será muito importante e bem vinda!



