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Brasileiro

Coxa e Atlético evitam levar centenário a campo

No primeiro clássico com 100 anos, Coritiba não se vê pressionado a vencer rival. Furacão evita colocar festa do adversário como motivação extra

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O centenário alviverde não deve influenciar no Atletiba de domingo. Nem como pressão para os jogadores do Coritiba – que, se não conquistaram ne­­­nhum título, ao menos ainda não perderam para o rival no ano comemorativo. Nem como motivação para o Atlético – que, depois de vencer o Estadual, poderá empurrar o adversário para mais próximo da zona de rebaixamento no Brasileiro.

Para evitar que qualquer declaração um pouco atravessada possa servir como inspiração para o outro lado, os dirigentes da dupla preferem, ao menos no discurso, adotar a cautela. Nin­­guém quer tratar o clássico com importância maior do que a disputa por pontos na tabela do Nacional.

Nela, o Atlético precisa vencer no Couto Pereira para praticamente se livrar do risco de descenso e pensar em metas mais ambiciosas – há gente na Bai­­xada que contraria as estatísticas para falar em Libertadores. No lado do Coritiba, depois de duas derrotas seguidas, só o tri­­­­­unfo recolocará a equipe nos trilhos. Um novo insucesso lançará um time fragilizado direto para a toca do Leão – na rodada seguinte o adversário será o Sport, na Ilha do Retiro.

"O clássico após o Centenário não muda nada para nós. É mais um jogo que vale três pontos. E, se vencermos, abrimos novas perspectivas. Se estamos a dez pontos do rebaixamento, também estamos a dez da Liber­­tadores", comenta o diretor de futebol rubro-negro Oci­­mar Bo­­li­­­­cenho.

"Para o ano do centenário o Atletiba não muda nada. Mas pa­­ra o time do Coritiba sim. Es­­ta­­mos jogando bem, mas falta fazer os gols, temos de mudar isso", afirma o diretor de futebol do Alviverde, João Carlos Vialle.

Se oficialmente ninguém quer falar algo que possa provocar o rival, para o torcedor a história é diferente. Afinal, não há coxa-branca que não deseje uma recuperação na temporada festiva com uma vitória sobre o Fura­­cão. Nem atleticano que não quei­­ra afundar ainda mais o Al­­vi­­verde no segundo jogo após o clube do Alto da Glória chegar a 100 anos.

"Isso é coisa para torcedor", afirma o presidente atleticano Marcos Malucelli. "A história que eu falava de carimbar o centenário era para o Paranaense. Como vencemos, isto já está morto", emenda o dirigente.

"São poucas as alegrias que superam uma vitória sobre o rival. E a alegria do torcedor é nossa alegria também", diz o vice-presidente do Coritiba, Marcos Hauer. "Vencer o clássico ajudaria a melhorar o nosso moral neste ano tão importante. Mas não podemos nos iludir achando que só isso resolverá tudo."

Morna por enquanto, a temperatura do Atletiba deve subir a partir de hoje com as primeiras entrevistas de técnicos e jogadores. Afinal, Antônio Lopes e Ney Franco já estiveram na equipe oposta à que estão hoje e sabem a importância do confronto. Aos 34 anos, Marcelinho Paraíba e Paulo Baier, principais nomes do momento nos rivais, também reconhecem como podem ser decisivos no duelo. Ingredientes extras no principal jogo do futebol paranaense.

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