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Paranaense

Coxa põe à prova o seu lado "caça fantasmas"

Coritiba usa time ideal para ir à forra contra o J. Malucelli, que o derrotou na primeira fase e tornou-se carrasco dos grandes

O meia Pedro Ken é um dos pivôs do esquema de Ivo, alternando-se na ala-direita com Ramon: respeito com o Jota, mas sem medo | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
O meia Pedro Ken é um dos pivôs do esquema de Ivo, alternando-se na ala-direita com Ramon: respeito com o Jota, mas sem medo (Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

Por Fantasma, no Paraná, é conhecido o Operário, de Ponta Grossa, time que atualmente está na Divisão de Acesso. Mas, excepcionalmente em 2009, a denominação poderá ser utilizada pelo J. Malucelli, equipe que enfrentará o Coritiba às 15h50, no Couto Pereira. Com os dias contados antes de se tornar Corinthians, o Jotinha assombra os grandes da capital e é um dos fortes candidatos ao título paranaense.

Venceu Paraná e Coritiba na primeira fase. No octogonal, surpreendeu o Furacão, passou pelo Iraty e está na segunda colocação. Desempenho que faz alguns colocarem a partida de hoje como mais decisiva do que o Atletiba da penúltima rodada – afinal, se o Jota vencer, terá uma tabela teoricamente mais tranquila que a dupla e só dependerá de si para levantar o caneco.

Ivo não faz parte dessa ala: "Não considero uma final antecipada. Até porque temos de pensar em um jogo de cada vez. Dessa forma, todas as partidas são decisivas", discorda.

Wortmann conhece bem o time treinado por Leandro Niehues e não tem boas recordações disso. Até aqui, as equipes se enfrentaram duas vezes, ambas vencidas pelo Jotinha. A primeira nem valia nada, um amistoso no CT da Graciosa. A segunda era mais importante, mas também não decidia muito coisa. Agora, contudo, qualquer erro poderá ser fatal.

"Há momentos em que até se pode perder. Mas agora uma derrota complica totalmente. É uma fase decisiva, e quem vencer ficará numa situação privilegiada", diz o técnico.

As diferenças entre as duas derrotas e a partida de hoje estão, principalmente, nas escalações e forma de atuar do Alviverde. No primeiro caso, o amistoso, basta dizer que o Coritiba utilizou os reservas e o jogo serviu apenas para Ivo conhecer o elenco. Já a derrota no Ecoestádio (dia 8/3, por 1 a 0) contou com um ataque formado por Hugo e Ariel, além de o esquema de jogo ter apenas dois zagueiros. Já o J. Malucelli não sofreu tantas mudanças.

"Eles têm um sistema muito bem definido, com três zagueiros e dois volantes muito bons. O líbero e os volantes saem bastante. Mas não há saída, temos de nos impor", afirma Pedro Ken.

A partida será a terceira seguida em que Ivo colocará em campo o seu time ideal. Uma equipe que não tem alas, mas meio-campistas improvisados na posição – Ramon e Carlinhos Paraíba. Sem um centroavante de referência, mas três atletas se revezando nas posições de ataque – Renatinho, Marcelinho Paraíba e Marcos Aurélio.

Com esse esquema o Coritiba fez uma excelente partida (3 a 0 contra o ACP, que joga com três zagueiros) e outra melancólica (1 a 0 sobre o Cianorte, que tem dois defensores internos). O Jota se encaixa no último caso.

"Nesse sistema ficamos bem marcados na frente, mas abrimos espaços que têm de ser ocupados pelos jogadores que chegam de trás", analisa Marcos Aurélio.

Ao vivo

Coritiba x J. Malucelli, às 15h50, na RPC TV, Premiere e no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes).

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