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Copa 2014

Cronograma de obras pode virar uma “bola de neve”

Por causa da demora do anúncio da Fifa, comitê brasileiro pretende “esticar” prazos de apresentação de projetos das cidades, marcado para 31 de agosto. Mudança pode comprometer restante de cronograma de obras

O cronograma de obras para a Copa do Mundo de 2014 pode virar uma "bola de neve". Programada para o dia 31 de agosto, a data limite de entrega do documento, no qual as cidades precisam detalhar como e com quais recursos farão estádios e obras públicas, pode ser esticada pelo comitê brasileiro organizador do mundial. Esse será um dos temas do II Seminário Cidades-Sedes Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, organizado pela Confederação Brasileira de Futebol, a partir dessa quarta-feira (19), no Rio de Janeiro.

De acordo com o secretário da Prefeitura de Curitiba, Luiz de Carvalho, a alteração está nas mãos do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. "Ele é o presidente do Comitê Organizador da Copa, então só depende dele a alteração", disse o secretário. Carvalho participa do seminário na tarde de quinta-feira (20), quando a cidade de Curitiba apresentará o cronograma de obras da capital paranaense.

Uma das justificativas para o pedido de ampliação de prazo, segundo Carvalho, foi a demora para o anúncio oficial das cidades-sedes. Programado para março, a Fifa só divulgou as 12 cidades escolhidas para receber o Mundial em maio, nas Bahamas. "A Fifa permite essa flexibilidade, pois ela (Fifa) também sugere algumas alterações nos projetos originais", salientou o secretário.

Caso se confirme a ampliação do prazo, outras datas do cronograma estariam ameaçadas. Uma delas é a da entrega de projetos dos estádios propriamente ditos(fim de dezembro de 2009), já com os orçamentos e locais de construção previstos.

Apesar disso, o secretário garantiu que o cronograma estabelecido pelo caderno de encargos da Fifa está sendo respeitado pela cidade de Curitiba. "Nós não temos problemas com isso. Aqui está dentro do prazo. Acontece que tem localidades, como Belo Horizonte, que nem abriram licitação para o início das obras. Tem outras cidades que estádios serão construídos do zero", lembrou, voltando a afirmar que o estádio do Atlético-PR, a Arena da Baixada, será mesmo a indicação do Estado. "Não tem outro pensamento fora esse. O Atlético, o Governo do Estado, Prefeitura de Curitiba e mais a iniciativa privada estão em sintonia. Não há chance de uma reviravolta", concluiu.

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