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Série B

Curingas garantem tática de René

Treinador do Coritiba utiliza Anderson Lima, Ivo, Douglas Silva, Túlio, Diogo e Pedro Ken em várias funções

Ter jogadores que saibam atacar e defender sem perder a qualidade, peças que funcionem jogando em mais de uma posição e entendam que a escalação depende do esquema de jogo do adversário. Esse seria o sonho de qualquer treinador.

No Coritiba, René Simões praticamente satisfaz todos esses desejos. Contando com seis atletas que podem ser chamados de curingas (Anderson Lima, Ivo, Douglas Silva, Túlio, Diogo e Pedro Ken), o treinador realiza-se com seus multiuso.

O técnico varia o sistema tático, muda o estilo de jogo do time às vezes sem fazer substituições e explora as virtudes de seus comandados conforme os defeitos dos rivais.

Desde a parte final do primeiro turno da Série B, o exemplo mais claro dessas variações é de quando o Coxa atua no Couto Pereira, conta com um específico lateral-direito e libera Pedro Ken para ser meia. Já fora de casa, Ken vai para o lado do campo e Anderson Lima vira líbero.

"O ideal é você ser útil em mais de uma posição. Assim a chance de estar sempre jogando é maior", comentou Túlio, que nos 16 jogos em que participou na Segundona já foi meia, volante e ala-direito.

As justificativas de torcedores e comentaristas de que "fazendo muitas funções o jogador não faz nenhuma direito" não servem para Túlio. Mesmo sem ser titular absoluto e nem atacante, o jogador invariavelmente aparece na frente – já marcou quatro gols na Segundona e participou dos dois anotados por Gustavo no 2 a 1 sobre o Santo André, no sábado.

"Se você faz diversas funções tem de fazer todas direito. Desde quando comecei a jogar tenho isso comigo e quero ajudar. Não importando se saio como titular ou começo no banco", avaliou Túlio.

A descoberta de um jogador apto a várias utilidades pode ser meramente no caso de necessidade. Foi o que aconteceu com Ivo, Diogo e Douglas Silva.

Ivo, lateral-direito de origem, já foi útil diversas vezes como volante nas contusões e suspensões de Veiga e Douglas Silva, que chegou ao Alto da Glória como lateral-esquerdo, mas só se firmou quando passou a jogar quando virou segundo volante.

Já Diogo (atualmente recuperando-se de uma lesão muscular na coxa esquerda) sempre foi meia, porém foi mais produtivo quando atuou na ala-esquerda graças à contusão no joelho esquerdo que afastou Carlão por um mês e à irregularidade de Fabinho.

"Isso (vários coringas) é o que todo técnico quer", avaliou Pedro Ken. "Além de jogar em várias funções, cada jogador tem uma característica diferente. Isso facilita ainda mais para o treinador", disse o Japonês, que já foi meia, segundo volante, ala-direito e atacante nas 28 partidas em que atuou na Segunda Divisão.

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