
Após uma semana definida como "turbulenta" pelo próprio jogador, aos poucos o meia Davi volta à rotina de treinamentos pelo Coritiba.
Ontem, o meia de 27 anos falou com a imprensa pela primeira vez desde que o clube abriu mão da opção de compra de seus direitos econômicos. Ele rechaçou os boatos de que estaria fingindo uma contusão para se transferir e também garantiu que pretende permanecer no Alto da Glória até o término de seu contrato de empréstimo, no fim da temporada.
Desde que entrou como substituto na partida contra o Ceará (30/6), Davi passou a não frequentar mais a convocação do técnico Marcelo Oliveira. Foi assim nos jogos contra Figueirense, Grêmio e, por último, Fluminense. Segundo o departamento médico, o atleta estava clinicamente liberado e as ausências foram por simples opção técnica. A versão do jogador é outra.
"Tive dor no púbis e no adutor [da coxa]. Chegou certo momento que não estava mais aguentando nem treinar nem jogar, e acabei parando para tratar. Hoje me encontro bem melhor. Muito se falou que estava dando migué. Ouvi muitas coisas aí, mas só eu posso dizer o que estava sentindo", afirmou Davi. Com 16 gols, ele é o terceiro na lista de artilheiros do Alviverde em 2011, atrás de Anderson Aquino (17) e Bill (18).
Por trás de um semblante ainda abatido, o meia preferiu não comentar a decisão coxa-branca de não investir financeiramente em sua permanência o valor por metade dos direitos econômicos gira em torno de R$ 1,4 milhão. Mesmo assim, ele garante estar tranquilo e focado em cumprir o restante do seu contrato.
"Independentemente da opção deles, continuo trabalhando do mesmo jeito", afirmou ele, que já fez cinco partidas no Brasileiro, duas a menos do que o limite para transferência para outro clube da mesma divisão.
Segundo apurou a reportagem, o Vasco tem interesse no meia e teria feito uma proposta para contratá-lo. Ivan Rocha, empresário do atleta, não confirma o negócio, mas admite que estuda um leque de opções. "Hoje ele é jogador do Coritiba, mas não descarto uma negociação se for bom para todas as partes", cravou.







