Aos 37 anos e bem próximo da sua segunda despedida dos gramados, programada para o fim do Campeonato Paulista do ano que vem, Marcelinho Carioca investe em outro ramo. Totalmente adaptado à atmosfera empresarial de São Paulo, o meia do Santo André construiu um centro de treinamento em Atibaia, a 50 quilômetros da capital paulista, local que pretende administrar e receber times do Brasil e também seleções.
Com 197 mil metros quadrados, o local ainda não está totalmente pronto. Mas falta pouco para que o Centro de Excelência Marcelinho Carioca esteja no mesmo nível ou ainda melhor que centros de treinamento de muitos grandes clubes do Brasil.
"A primeira fase já foi concluída. Fizemos um campo de medidas oficiais, um outro menor, 20 suítes, uma cozinha internacional, refeitório para mais de 300 pessoas, sala de convenções", explicou Marcelinho, que inaugurou o espaço com uma clínica de futebol do Roma-ITA voltado para crianças.
A rotina de jogador ainda impede o meia do Santo André de acompanhar de perto a finalização da segunta fase de obras (estão sendo construídos salas de musculação, reunião, fisioterapia, hidroterapia, vestiários e outras 25 suítes).
"Mas sempre que pode, nas folgas, eu venho aqui. Adoro ficar na sauna e naquele cantinho ali", disse o jogador, apontando para uma aconchegante varanda em meio ao verde do local.
A construção do centro Marcelinho diz ser a realização de um sonho antigo. Para chegar a esse ideal, o jogador lançou mão de toda experiência adquirida ao longo de mais de 20 anos de carreira.
"Eu já vinha pensando no que fazer quando parar de jogar futebol. Daí eu já tinha o espaço e mandei fazer o levantamento da topografia e tudo mais. Já tinha jogado no Valencia-ESP, no Ajaccio-FRA, no Al-Nassr-ARA e de todos os clubes que passei eu trouxe um pouco para cá".
Tranquilo em seu espaço, Marcelinho admitiu que as polêmicas e intrigas em que se envolveu como com Ricardinho e Luxemburgo foram fruto da inexperiência. - Eu tinha 22, 23 anos. Hoje tenho 37 anos e dou um ou dois passos para trás para andar dez na frente. Mas as vezes não depende de mim. Não guardo mágoas no coração disse o jogador.







