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Maringá – A derrota por 4 a 0 para o São Paulo esquentou entre os paranistas presentes ao Willie Davis a polêmica sobre a venda dos jogos do Paraná ao grupo empresarial Gallo, de Maringá. Indignada com o resultado, a caravana tricolor presente no estádio (cerca de 100 pessoas) se dividiu entre atacar a diretoria, entender as necessidades financeiras do clube ou questionar a falta de bairrismo no estado.

"Não entendo o que leva paranaenses a torcerem por times de fora. É um absurdo completo", diz Saulo Morais Tosta, 22 anos, estudante e membro da organizada Fúria Independente.

Há quem prefira atacar a decisão administrativa de negociar as partidas por R$ 150 mil e abrir mão de atuar em casa. É o caso do policial civil Carlos Isla, 48. Ele foi de carro até a Cidade Canção – assim como o fez diante do Corinthians e Santos.

"Essa gente que comanda o Paraná pensa muito pequeno... Veja o caso do Borges: foi para a Europa e voltou com a cabeça atordoada. Era a hora de se aproximar dos líderes e, quem sabe, começar uma arrancada", lamenta Isla, que se declara um "apaixonado" pelo Tricolor.

Com uma opinião bem distinta, surge o funcionário público Ernani Cubas, 52, outro que pegou a estrada por conta própria. "Futebol é dinheiro e não tínhamos outro caminho, infelizmente. Temos de aumentar a média de público e ganhar força no rateio das cotas de tevê", explica.

Exceção entre os paranistas, o funcionário público federal Jarbas Nalin, 48, é um dos poucos maringaenses que veste vermelho, azul e branco. Garante estar feliz por ver de perto a equipe de coração, porém reconhece que no Pinheirão as coisas seriam mais fáceis.

"Sou carioca e não entendo esse autofagismo daqui. Vim para essa terra e logo adotei um time local: o meu Tricolor", lamenta, cercado de amigos que não o livraram das brincadeiras pelo 4 a 0 de ontem. "Este sofredor é da casa", dizia um deles.

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