
A breve temporada de jogos do Paraná contra times da Série A do Brasileiro chegou ao fim na noite de ontem. A ingrata tarefa de vencer o Botafogo por dois gols de diferença para seguir na Copa do Brasil se mostrou muito mais difícil do que o imaginado. Sem poder de reação, o Tricolor deixou o Rio de Janeiro com uma derrota por 3 a 0 para o Alvinegro carioca. O que resta agora é a luta contra o rebaixamento no Paranaense.
Mesmo sabendo da importância da partida e da necessidade de anotar gols, o time da Vila Capanema entrou em campo dando a impressão de que a classificação já estava garantida. Na verdade, apenas reflexo da fragilidade demonstrada perante o adversário.
Quem precisa vencer, sabe que tem de chutar a gol. Mas isso ocorreu apenas uma vez na primeira etapa. Por outro lado, sem muito esforço, o Botafogo chegou ao tento de abertura antes do intervalo, com Loco Abreu, deixando a missão paranista mais complicada.
Na volta para o segundo tempo, o técnico Ricardo Pinto pediu mais força ofensiva e ousadia aos jogadores. O recado, entretanto, foi novamente confundido com abuso de individualidade pelos jovens Diego e Kelvin. O time carioca passeou em campo, perdeu oportunidades por atacado e abriu três gols de vantagem. Após Loco Abreu marcar mais um, Caio fechou a conta, de pênalti, no fim.
A derrota não apenas eliminou o Tricolor, como também o afundou numa crise que dá pistas de final dramático. O foco se volta para as quatro partidas restantes no Paranaense, com o objetivo de fugir do rebaixamento. E a primeira batalha é no sábado contra o Operário, em Ponta Grossa.
"É proibido perder a partir de agora. Só que para chegar à vitória, temos de ter tranquilidade e confiança. Todos estão conscientes do que precisamos. Os jogadores estão dando o máximo, assim como a comissão técnica e a diretoria. O Paraná precisa sair de onde está, tem um nome grande e uma camisa que pesa", disse Ricardo Pinto.
Mas ele tem vários desfalques para enfrentar o Fantasma. Luiz Camargo, Serginho e Diego estão suspensos, Kelvin foi para a seleção brasileira sub-18 e Anderson segue sem condições de jogo. "Não temos tempo para pensar. Temos de montar uma equipe forte e competitiva", resumiu o treinador.




