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Série B

Desmanche

Sem conseguir resolver os problemas financeiros e com 28 contratos por se encerrar, Paraná terá de começar novamente do zero

Casos como os de Henrique e Kelvin, cujos contratos não se encerram no fim da temporada, são raros no elenco paranista | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Casos como os de Henrique e Kelvin, cujos contratos não se encerram no fim da temporada, são raros no elenco paranista (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)
Veja quem deve sair e quem deve ficar no Tricolor em 2011 |

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Veja quem deve sair e quem deve ficar no Tricolor em 2011

A temporada de 2010 está prestes a acabar, mas a situação do Paraná parece estagnada no tempo. Assim como no fim do ano passado, o clube da Vila Capa­ne­ma não conseguiu retornar à Sé­­rie A e novamente vive cenário complicado no campo das finanças – com quase três meses de salários atrasados e praticamente sem verba para investir. A prin­­cipal consequência é o processo de desmanche, com 28 atle­­tas em fim de contrato, e grande indefinição sobre o elenco que representará o Tricolor no ano que vem.

Dos considerados titulares, sete nomes ainda são incógnitas. A defesa inteira – goleiro Juni­nho e os zagueiros Alessandro Lo­­pes, Luiz Henrique e Irineu – re­­cebeu propostas e pode sair de gra­­ça, apesar de todos declararem interesse na permanência. Mes­­mo caso do volante Chicão e do atacante Anderson Aquino. O des­­tino do avante Rodrigo Pim­pão, por outro lado, está definido: vai voltar ao Vasco da Gama, clube que o emprestou.

Apesar de ter contrato até maio o lateral-direito Murilo, do­­no da camisa 2, também pode dar adeus, mas em uma negociação que traria dividendos para o clube. A diretoria nega o contato do Botafogo, mas admite que precisará negociar alguns destaques para dar suporte ao planejamento de 2011.

"Temos perspectiva de entrar uma quantia do Gílson [negociado com o Grêmio], da formação de alguns atletas e de alguns que podemos vender. Também tem a Copel [projeto de patrocínio] e estamos vendendo metade [dos direitos econômicos] do Kelvin por R$ 1,5 milhão para botar a casa em dia", disse o presidente Aquilino Romani, infomando que para ter saúde financeira o Paraná terá de reduzir a folha salarial.

Uma das poucas peças já ga­­rantidas para o futuro, o técnico Roberto Cavalo revela que a mon­­tagem do elenco realmente não está sendo fácil. Segundo ele, a competição com times mais ricos já afastou dois reforços do Tricolor, além de dificultar a manutenção da espinha dor­­sal defensiva.

"Temos uma base que tinha vontade de permanecer e provavelmente vai sair. Vamos começar do zero. Se perdemos o Ju­­ninho, temos de correr atrás de um goleiro. Nosso ataque está carente. Zagueiro está difícil no mercado e temos três hoje. É uma situação que me preocupa bastante", explicou o comandan­te, que terá de recorrer às categorias de base para compor o novo grupo.

Assim que a situação do atraso salarial for resolvida – a diretoria promete quitar parte dos débitos até o fim do mês –, a corrida para estender os vínculos vai co­­meçar efetivamente. Juninho, que tem proposta do Vitória de Gui­­marães, de Portugal, será o pri­­meiro procurado pelo clube.

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