São Paulo - O ginasta Diego Hypólito só não largou o esporte, ainda, graças às intervenções de COB e Ministério do Esporte. Ele alega estar cansado da falta de patrocínio e de salário. A ação dos dirigentes foi decisiva para convencer o ginasta a atuar na Copa do Mundo em Moscou, que ocorre hoje e amanhã a etapa terá ainda a presença de Arthur Zanetti, Sérgio Eras, Ethiene Franco e Bruna Leal.
"Só viajei porque o (presidente Carlos Arthur) Nuzman garantiu que o COB me ajudará caso a situação não mude. E confio na palavra dele, apesar de não ter nada assinado ainda", afirma o ginasta.
A insatisfação do atleta chegou ao ápice após ter recebido a proposta de salário da Confederação Brasileira de Ginástica por fazer parte da seleção. "Para um atleta do meu gabarito, foi uma vergonha. Iriam baixar meu salário em relação ao do ano passado. Se era para ser assim, que me mandassem embora", desabafa.
A CBG diz que a redução ocorreu com a perda do patrocínio pessoal do atleta com a Caixa Econômica e não por mudanças de critério da entidade.
"Nunca cheguei a um torneio com esse sentimento. Nem nas piores contusões ou nas piores derrotas, pensei em largar tudo", fala ele, que vai se reunir com o ministro do Esporte, Orlando Silva, antes de decidir seu futuro.



