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Futebol

Diego deixa o Atlético

Diego já tem data para deixar o Atlético – clube no qual fez juras de amor durante três anos. A diretoria do Fluminense espera o goleiro amanhã ou quinta-feira para realizar exames médicos e assinar contrato de três anos com o Tricolor carioca.

Os detalhes do negócio foram acertados e só falta mesmo entrar no papel – o que deverá ocorrer hoje. Entre o time das Laranjeiras e o jogador está tudo certo. Os salários – mantidos em sigilo – giram em torno de R$ 50 mil.

Com o Rubro-Negro, a transação envolve a compra de 70% do direitos federativos do atleta – os 30% restantes permanecerão no Furacão, que assim pode faturar no futuro, se houver uma transferência do camisa 1 para o exterior.

"Só falta a troca de documentos e o exame médico. Fora isso não há mais nada pendente", afirma o coordenador de futebol do Fluminense, Paulo Bhering, o único envolvido no negócio que deixou o mistério de lado.

No caso de Diego e do Atlético, embora ambos afirmem que a transferência está bem encaminhada, a cautela ainda predomina. "Está tudo certo. Só que não posso falar nada antes de anunciarem. Mas não deve passar dessa semana", diz o goleiro.

"Tudo leva a crer (que o negócio será concretizado). Está bem encaminhado", reforça Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético.

Diego deixa o Furacão depois de quase três temporadas de sucesso. Chegou no começo de 2003, depois de um excelente Brasileiro pelo Juventude, no qual foi considerado o melhor goleiro da competição. O Atlético havia comprado 50% do passe do atleta por cerca de R$ 1 milhão – o restante foi adquirido no início deste ano.

Durante o período em que vestiu a camisa rubro-negra, não demorou a se tornar ídolo na Arena. Principalmente pelo marketing pessoal agressivo e as boas atuações. Diego se tornou o segundo atleta que mais defendeu o Atlético em Brasileiros, com 118 partidas – só perde para Adriano Gabiru, que atuou 120 vezes.

No total, o arqueiro jogou 167 vezes pelo Furacão.

Um dos objetivos do jogador ao se transferir para o futebol carioca é chegar à seleção brasileira. Desde a metade do ano o procurador do goleiro tentava negociá-lo para grandes centros do país e chegou a receber propostas do Santos e Corinthians.

A compra de parte dos direitos de Diego (70%) será bancada pela Unimed, patrocinador do Fluminense. O negócio não envolve a vinda de nenhum atleta do time carioca para a Baixada. A próxima investida do Tricolor deverá ser para levar Marcão. Mas as conversas, de acordo Bhering, ainda estão "em fase embrionária".

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