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Dilma quer a defesa do legado do PT | Reuters
Dilma quer a defesa do legado do PT| Foto: Reuters

A presidente Dilma Rousseff vetará nesta terça-feira (20) o artigo 141 da Medida Provisória 656, que introduziu no texto a possibilidade de refinanciamento das dívidas dos clubes com a União, que é da ordem de R$ 4 bilhões, sem qualquer contrapartida.

Dilma ouviu inúmeras críticas ao texto aprovado pelo Congresso e pedidos do Bom Senso FC, grupo que representa os jogadores, para que impedisse o que chamavam de "aberração". O texto com o veto será publicado no Diário Oficial desta terça-feira.

A presidente recebeu o Bom Senso FC por duas vezes, em maio e em julho do ano passado. Se comprometeu e encampou a defesa da necessidade de renovação do futebol. Quatro dias depois, Dilma se encontrou com os dirigentes dos clubes que saíram do Planalto dizendo que a presidente entendia a necessidade e a pressa de aprovar a Lei de Responsabilidade Fiscal do esporte.

Mas o governo entendia que era necessário ter regras de contrapartida claras em caso de renegociação. Em tempos de ajuste fiscal, no entanto, esta ideia de renegociação de dívidas foi rejeitada pela equipe econômica.

O artigo 141 previa o alongamento do pagamento da dívida, em 240 vezes, por 20 anos, com descontos de 70% das multas e de 50% nos juros, sem que os clubes tivessem de cumprir medidas de responsabilidade fiscal.

Nos bastidores há os comentários de que a bancada da bola já esperava o veto presidencial. Na segunda-feira, a CBF havia solicitado a Dilma que sancionasse o projeto de lei, de autoria do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), da bancada da bola. A própria Confederação havia anunciado que criaria regras para que os clubes cumprissem responsabilidades financeiras, entre elas, a possível expulsão de disputas dos times que não pagassem suas contas.

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