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Fórmula 1

Diretor da Williams prevê saída de outra equipe da Fórmula 1

Crise mundial atingiu em cheio a categoria mais rica e cara do automobilismo mundial. Honda já abandonou a categoria

Williams temerosa em relação ao futuro da Fórmula 1 devido a crise mundial | Saeed Khan / AFP
Williams temerosa em relação ao futuro da Fórmula 1 devido a crise mundial (Foto: Saeed Khan / AFP)

Outra equipe deve seguir o exemplo da Honda e deixar a Fórmula 1 antes do começo da próxima temporada, disse nesta segunda-feira o diretor-executivo da Williams, Adam Parr. "Esperava que uma ou duas equipes saíssem da Fórmula 1 de forma iminente. E eu também tinha dito que isso não envolveria necessariamente só equipes independentes", disse Parr.

"Acho que provavelmente vamos perder outra equipe antes do começo da próxima temporada, e há uma chance muito grande de que seja uma fábrica", acrescentou. A temporada de 2009 da Fórmula 1 começa em 29 de março.

A Honda anunciou na sexta-feira que estava se despedindo da Fórmula 1 por motivos financeiros e deixou sua equipe, sediada na Grã-Bretanha, desesperada atrás de um comprador no meio de uma crise global de crédito.

Ainda que os chefes da Honda na Fórmula 1 tenham dito que há muitas partes interessadas na equipe, que emprega mais de 800 pessoas, outros acreditam que será difícil encontrar um comprador sério no curto prazo disponível.

Falta de patrocinadores

A Honda não tinha patrocinadores significativos em um esporte em que mesmo os menores participantes têm orçamentos anuais de mais de 120 milhões de dólares, Além disso, qualquer comprador da equipe terá que adquirir motores de outro time e redesenhar o carro de 2009.

As outras fabricantes de automóveis envolvidas na Fórmula 1 são BMW, Mercedes, Renault, Toyota e Fiat (Ferrari). Todas estão sendo afetadas pela crise econômica, pela quebra na produção e pela demissão de funcionários, ao mesmo tempo em que suas vendas caem para os menores níveis em muitos anos.

Parr disse que a saída da Honda era "completamente previsível" e desmentiu reportagens publicadas no fim de semana sugerindo que sua equipe está entre as mais vulneráveis da categoria.

"A Honda não teve que deixar a Fórmula 1, ela optou por isso", disse, ilustrando o fato como "a consequência natural do gasto ilimitado e irrestrito."

"A Williams nunca escolheria deixar a Fórmula 1. Enquanto pudermos juntar alguns centavos e apresentar um orçamento meio decente, vamos correr", acrescentou.

"Se tivermos que adaptar nossos gastos a uma receita menor, então faremos isso. Para mim, é completamente ilógico falar sobre a saída da Williams da Fórmula 1."

A Williams, que este ano completou sua 30a temporada, teve prejuízo de 21,4 milhões de libras (31,74 milhões de dólares) em 2007, mas espera ter reduzido a perda em 2008.

Empurrada por motores Toyota, ela é a única equipe que não é de propriedade -- parcial ou total -- de uma fábrica de automóveis ou de algum bilionário.

"Acreditamos que nossa posição é muito diferente das outras equipes, porque todos os outros times da Fórmula 1 são dependentes diretos de um acionista que provê toda a receita ou uma parte muito grande dela", disse Parr.

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, disse na semana passada que os orçamentos anuais precisam ser reduzidos para cerca de 30 milhões de libras em 2010, permitindo que as equipes sejam competitivas sem precisar de mais recursos além da televisão e de patrocinadores.

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