
Rubens Barrichello disse estar surpreso com a saída da Honda da Fórmula 1, oficializado na última sexta-feira, em Tóquio. O piloto esteve em Interlagos para participar das homenagens a Ingo Hoffmann, que se aposentará da Stock Car no próximo domingo.
Ex-piloto da equipe, o brasileiro recebeu a notícia cerca de 20 minutos antes da imprensa. Apesar da surpresa com a notícia, ele disse compreender o momento difícil que a montadora japonesa atravessa.
"Foi chocante, como foi pra todo mundo. Recebi a notícia 20 minutos antes da imprensa. Eu ia testar em Jerez, como já tinha sido noticiado. A minha situação continua praticamente a mesma porque o comprador, se for uma pessoa que já participa do meio automobilístico, muito provavelmente vai pensar em pegar um piloto experiente e rápido", disse Barrichello.
O brasileiro disse que estava confirmado para os testes em Jerez de la Frontera, na próxima semana. Ele ainda não havia comprado as passagens, a pedido de Ross Brawn, chefe da Honda.
"Tinha de marcar o avião certo, para estar lá na segunda-feira. Então eu ligava para o Ross e ele falava para deixar a reserva de pé, mas que não podia falar muito sobre isso, que a coisa não era pessoal e eu não entendia nada".
Barrichello acredita não ter muitas chances na STR. Ele acha que a equipe deve apostar no programa de desenvolvimento de pilotos da RBR para a próxima temporada, o que fecharia as portas para ele no time.
"Minha cabeça está na Fórmula 1, sinto que ainda tenho o que fazer por lá. Caso não dê certo, talvez eu volte a morar no Brasil. Eu só não quero ficar parado. Quem sabe eu até possa vir a correr na Stock Car", finalizou o piloto.
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