Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Paranaense

Diretoria acompanha de longe o martírio tricolor no Estadual

Rotina nesta temporada, dirigentes mantêm distância da equipe mesmo na semana em que a história do clube pode ser manchada com a queda no Estadual

Área destinada aos diretores do Paraná na VIla Capanema: ninguém nos treinos da semana decisiva | Hugo Harada/ Gazeta do Povo
Área destinada aos diretores do Paraná na VIla Capanema: ninguém nos treinos da semana decisiva (Foto: Hugo Harada/ Gazeta do Povo)

Ajuste financeiro do clube no início da temporada e foco dentro de campo a partir da disputa da Série B do Brasileirão. Essa foi a ordem de prioridade estabelecida pela diretoria paranista em 2011. A opção por deixar o futebol temporariamente em segundo plano, em pleno Estadual, trouxe consequências inesperadas e prejudiciais.

O time briga para fugir da Segunda Divisão do Paranaense e, dependendo de uma combinação de resultados, pode ser rebaixado já neste fim de semana. Apesar da situação crítica, na semana que antecedeu a primeira das três decisões que o Tricolor tem até o fim do campeonato, poucos dirigentes foram vistos na Vila Capanema.

O acompanhamento da equipe, feito de forma distante por parte do primeiro escalão da diretoria, tem sido praxe nesta temporada. O presidente Aquilino Romani, por exemplo, assiste aos jogos do clube in loco quando o time atua em Cu­­ritiba. Nas partidas longe da capital, ele não tem viajado com o elenco. O mandatário também não costuma acompanhar os treinos. Rotina mantida mesmo em uma semana que pode manchar a história do clube.

Para o vice-presidente de futebol paranista, Paulo César Silva, isso não significa que a equipe não está sendo deixada de lado. "A diretoria dá todas as condições de trabalho. Agora, no campo é com eles [jogadores], porque diretor não entra em campo", defende Silva, o dirigente com presença mais assídua no estádio paranista.

"Toda a diretoria está unida e, quando não está no campo, está na administração. O presidente não precisa estar aqui [na Vila Capanema]. Se o time cair, a culpa é minha", emenda o vice de futebol.

O técnico Ricardo Pinto diz que a ausência da cúpula nesse pe­­río­­do decisivo para o Tricolor não incomoda. "Aparecer mais gente ou não, de certa forma é indiferente para nós. Se o Papa vier pedir para a gente ganhar ou não vier, vamos ter de jogar da mesma forma e fazer nossa parte dentro de campo", declarou o treinador.

O Paraná não pode nem pensar em tropeço na partida de amanhã, às 18h30, contra o Iraty. Empate ou derrota paranista em casa, somado a vitórias de Rio Branco e Paranavaí, decretaria a queda do Tricolor à Série B duas rodadas antes do fim do Paranaense.

A reportagem da Gazeta do Povo tentou contato com o presidente paranista, mas ele estava com o celular desligado.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.