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25% sobre importações

Flávio diz que pediu para Trump não taxar empresas após relatório americano sugerindo tarifa

Senador defendeu Pix e etanol como tecnologias a serem valorizadas e falou em diálogo com os EUA.
Senador defendeu Pix e etanol como tecnologias a serem valorizadas e falou em diálogo com os EUA. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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Em entrevista concedida à Radio Itatiaia nesta terça-feira (2), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que, no encontro com Donald Trump, pediu que o presidente dos Estados Unidos não aplique taxas contra empresas brasileiras.

"Eu pedi expressamente 'não taxem as empresas brasileiras'. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas", afirmou o senador.

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Fala ocorre após ameaça de tarifa de 25%

A declaração ocorre um dia após o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor uma tarifa de 25% sobre a importação de todos os produtos brasileiros, com exceção de commodities estratégicas. De acordo com a nota do órgão, a ideia é enfrentar práticas consideradas lesivas aos interesses americanos:

  • Remoção de conteúdos políticos de cidadãos americanos;
  • Multas a plataformas de mídia americanas por descumprimento de ordens de bloqueio;
  • Bloqueio da plataforma Rumble;
  • Favorecimento do Pix em detrimento de outras formas de pagamento de empresas americanas;
  • Tratamento tarifário preferencial ao México e à Índia;
  • Falhas no combate à corrupção;
  • Proteção insuficiente à propriedade intelectual;
  • Falta de equilíbrio tarifário para o comércio de etanol desde 2017;
  • Dificuldades em conter o desmatamento ilegal.

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Flávio defende Pix e etanol, mencionados em relatório

Na mesma fala, Flávio citou o Pix como exemplo de tecnologia que precisa ser valorizada. O sistema automático de pagamentos vem gerando tensão comercial entre os dois países. O setor bancário vem se queixando do privilégio dado ao Banco Central (BC) ao método de pagamento. Com o alinhamento ideológico entre Flávio e Trump, os petistas passaram a divulgar que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acabaria com o Pix caso fosse eleito. O senador, porém, nunca propôs nada nesse sentido.

"Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa. A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual", defendeu Flávio.

O Brasil foi alvo do chamado "tarifaço", em agosto de 2025. Os produtos brasileiros passaram a ser taxados em 50%, no mesmo bloco de medidas em que houve a inclusão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no rol de sancionados pela Lei Magnitsky. A sanção contra Moraes foi revogada e as tarifas suspensas no final do ano.

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Pix e classificação de facções como terroristas se encontram em discurso petista de soberania nacional

Logo após a divulgação do relatório, o BC citou a modalidade 163 vezes em seu relatório de cidadania financeira de 2025. O presidente Lula vem usando o Pix como forma de investir no discurso de soberania nacional, mesmo conceito utilizado para se posicionar contra a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, que ocorreu logo após a viagem de Flávio e é atribuída à influência do parlamentar.

Agora, o governo brasileiro tenta abrir um canal de diálogo com Trump para que a decisão seja revertida. O Planalto vê risco de sanções e interferência externa, além de problemas na cooperação internacional, que passaria da segurança pública para a defesa nacional, impondo maiores restrições de sigilo.

Para o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), a medida não apenas dificultará o combate ao crime organizado como prejudicará a economia, afastando investimentos no país por temor de uma acusação de envolvimento com o que, agora, será enxergado como terrorismo.

A mudança atinge qualquer pessoa ou empresa que prestar qualquer forma de apoio material ao PCC e ao CV, incluindo dinheiro e outros auxílios. Os integrantes das facções podem ter seus ativos bloqueados, sendo impedidos de viajar aos Estados Unidos ou de negociar com pessoas e empresas do país.

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