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Centenário

Diretoria já estuda estratégias para convencer a torcida da necessidade de trocar de bairro

A pesquisa publicada pela Ga­­zeta do Povo, no domingo, mostrando que 94% dos coxas-brancas querem seguir vendo o Cori­­tiba no bairro do Alto da Glória, preocupou a direção alviverde. O levantamento da Paraná Pes­­quisas pode fazer o clube montar um estratégia diferente para convencer a torcida de que a troca de local é necessária.

A cúpula coritibana estuda apostar em uma campanha de mídia para mostrar os argumentos favoráveis à mudança de endereço. Segundo o vice-presidente Marcos Hauer, a chance de construir uma nova praça esportiva no Alto da Glória ou reformar o Couto Pereira não existe.

"A reforma está descartada. As exigências da Fifa são muito rigorosas. Vai desde a diferença na altura dos degraus. É muita coisa", avalia o dirigente. "A Fifa também exige uma área de hospitalidade, com espaço para os patrocinadores, uma área de mídia generosa, e nosso espaço de 45 mil m² é insuficiente. Estamos pensando em um estádio para 50 anos", afirma Hauer, enfatizando que o espaço mínimo necessário para a construção do complexo é de 120 mil m².

Outro impedimento para a obra no Alto da Glória já ficou evidente no veto da prefeitura de Curi­­tiba no primeiro semestre desse ano, quando a administração de Beto Richa não deu aprovação para a construção no local. Com isso, a construtora W/Torre desistiu de ser parceira do clube no empreendimento.

"Aquele projeto foi para o lixo e agora estamos descortinando outra fórmula, mais fácil, mais exequível e mais realista. Será respaldada por vários parceiros, atendendo a múltiplos interesses", assegura o vice-presidente, lem­­brando que até o fim de 2009 o novo plano deve ser apresentado.

O desafio da direção coxa-branca agora é convencer os fãs de que a ligação afetiva com o Alto da Glória precisa ser esquecida pelo projeto futurista.

"Não queríamos contrariar nem 1% da torcida. Mas se alguma decisão for tomada, que ainda não foi, teremos de fazer um trabalho muito embasado de convencimento", reconheceu Hauer.

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