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Brasileiro

Dirigentes reduzem tom belicoso

Na véspera do reencontro, cartolas de Atlético e Grêmio tentam amenizar rivalidade recente entre os clubes

Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar | Roberto Custódio/JL
Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar (Foto: Roberto Custódio/JL)

Em adjetivos empregados por dirigentes de Atlético e Grêmio, teríamos amanhã na Arena o confronto, respectivamente, entre os "desprezíveis" e as "bestas-feras". Apresentação possível da partida considerando os ânimos acirrados entre os dois clubes, especialmente nos bastidores, após o empate por 1 a 1 no primeiro turno, em Porto Alegre.

Retrato recente de grande rivalidade que, passados três meses, diretorias e atletas tentam minimizar. Porém, são tantas as passagens polêmicas que envolveram os dois clubes que, se o novo encontro pode transcorrer dentro da normalidade, a tensão no ar será quase insuportável dentro da Baixada.

Tudo em virtude das contusões no rosto de Alex Mineiro (com um chute, involuntário, desferido pelo meia Tcheco) e de Evandro (cotovelada do meia Itaqui) no jogo de ida, que ficou conhecido entre os atleticanos como "A Batalha do Olímpico".

Encontro conturbado que ganhou capítulo pós-jogo com a nota oficial assinada por João Augusto Fleury, presidente do Furacão, em virtude das baixas no Rio Grande do Sul. Em um trecho do texto, publicado no site oficial do Atlético, o dirigente dizia que os atletas do Tricolor se transmutaram em bestas-feras.

"O futebol se administra para o presente e o futuro. É um episódio superado. Nós tivemos um prejuízo técnico, financeiro e psicológico tremendo, com a perda de uma atleta (Alex Mineiro) que era para ser o ídolo da temporada. Mas não há espírito revanchista e o Grêmio será muito bem recebido e terá segurança total", afirma Fleury. Coincidentemente, o atacante pode voltar a ser titular justamente amanhã, após três meses no estaleiro – sábado, contra o Cruzeiro, o goleador entrou no segundo tempo.

Os episódios violentos no jogo do Olímpico acabaram no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Tcheco foi suspenso por três jogos e depois absolvido. Itaqui não foi julgado por falta de imagens do lance. Entretanto, foi em outro encontro dos gremistas com o tribunal que o clima esquentou novamente entre os oponentes de amanhã.

Mano Menezes foi suspenso por 30 dias após um problema no jogo com o Corinthians e o Atlético entrou no tema. "Foi um absurdo. O (procurador-geral do STJD) Paulo Schmidt está de parabéns. Agora vou torcer de coração contra o time dele, o desprezível Atlético Paranaense. Espero vê-los rebaixados", declarou na época Alfredo Oliveira, assessor especial da presidência do Grêmio, ao site UOL Esporte.

"Não temos nenhuma animosidade com clube nenhum. Creio que foi uma reação normal, mais uma revolta em relação ao tribunal, os absurdos que ele vem cometendo. Tenho certeza de que a disputa será dentro de campo, pois o estádio oferece todas as condições", comenta hoje Alfredo Oliveira. Mudança de opinião, já que na semana passada o Grêmio pediu à CBF um olheiro no jogo e segurança especial.

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