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Política

Dividido, Atlético pega fogo

Torcedores, liderados por grupo petraglista, articulam ação de impeachment nesta segunda-feira contra Marcos Malucelli

Marcos Malucelli e Mario Celso Petraglia | Antônio Costa e Marcelo Elias/ Gazeta do Povo
Marcos Malucelli e Mario Celso Petraglia (Foto: Antônio Costa e Marcelo Elias/ Gazeta do Povo)

A oposição à gestão Marcos Malucelli, presidente do Atlético, se articula para derrubá-lo na próxima segunda-feira – data da reunião administrativa entre os conselheiros do clube.

Durante o encontro, que tem como pauta principal discussões em torno das obras na Arena, um grupo pretende colocar em votação o impeachment do dirigente, com mandato até o fim do ano.

Hoje à noite, simpatizantes de Mario Celso Petraglia – o candidato opositor – fazem uma confraternização na Sociedade Mor­genau. A ideia é justamente encorpar a estratégia.

O adversário da situação e líder da chapa "CAP Gigante" nega qualquer trama. "Nunca houve isso. A parte de impeachment não conheço; e nem se cogitou", diz Petraglia.

Fora do clube, um movimento orquestrado pelo Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA), confraria que apoia a volta do ex-dirigente, tenta arrecadar assinaturas para fragilizar ainda mais o mandatário rubro-negro.

Um manifesto – intitulado "Xô Malucelli" – teria hoje, segundo os organizadores, 31 mil assinaturas. Dessas, 19 mil foram feitas pela internet. As outras 12 mil foram recolhidas na Boca Maldita, no Centro de Curitiba.

O objetivo, fala Doático Santos, idealizador do manifesto, é fazer com que o Conselho Deliberativo atleticano coloque a demanda em votação na segunda-feira.

A inclusão da apreciação não será fácil. De acordo com Gláucio Geara, presidente do Deliberativo, o documento é ilegítimo, já que não partiu da iniciativa dos conselheiros – motivo usado pelo dirigente para não receber o abaixo-assinado.

Porém o estatuto atleticano abre a brecha para que o impedimento de Malucelli seja apreciado. O artigo 55, parágrafo 2.º, do documento diz que "...O Conselho poderá apreciar e decidir assunto que não conste da pauta se houver manifestação favorável da maioria dos membros presentes."

Outra estratégia dos opositores seria lançar o nome de Petraglia a uma das duas vice-presidências vagas. No início do mês, Enio Fornea e Yára Eisenbach, primeiro e segundo vice, respectivamente, deixaram o cargo. "Não raciocínio sobre hipóteses, só sobre coisa real", esquivou-se Petraglia.

O ETA deve encaminhar o caderno do manifesto ao vice-presidente do colegiado, o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB).

"É um manifesto popular. É a vontade dos torcedores do Atlético revoltados com a situação da equipe. E vale lembrar que 80, das mais de 30 mil assinaturas, são de conselheiros. Não se pode dizer que não é um movimento legítimo", ressaltou o insurgente Doático Santos – em 2005, o mesmo fez campanha para a renúncia de Petraglia.

Marcos Malucelli foi procurado sem sucesso pela reportagem para comentar as articulações contra sua administração. O dirigente, conforme interlocutores, está sendo preservado neste momento.

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