
A oposição à gestão Marcos Malucelli, presidente do Atlético, se articula para derrubá-lo na próxima segunda-feira data da reunião administrativa entre os conselheiros do clube.
Durante o encontro, que tem como pauta principal discussões em torno das obras na Arena, um grupo pretende colocar em votação o impeachment do dirigente, com mandato até o fim do ano.
Hoje à noite, simpatizantes de Mario Celso Petraglia o candidato opositor fazem uma confraternização na Sociedade Morgenau. A ideia é justamente encorpar a estratégia.
O adversário da situação e líder da chapa "CAP Gigante" nega qualquer trama. "Nunca houve isso. A parte de impeachment não conheço; e nem se cogitou", diz Petraglia.
Fora do clube, um movimento orquestrado pelo Esquadrão da Torcida Atleticana (ETA), confraria que apoia a volta do ex-dirigente, tenta arrecadar assinaturas para fragilizar ainda mais o mandatário rubro-negro.
Um manifesto intitulado "Xô Malucelli" teria hoje, segundo os organizadores, 31 mil assinaturas. Dessas, 19 mil foram feitas pela internet. As outras 12 mil foram recolhidas na Boca Maldita, no Centro de Curitiba.
O objetivo, fala Doático Santos, idealizador do manifesto, é fazer com que o Conselho Deliberativo atleticano coloque a demanda em votação na segunda-feira.
A inclusão da apreciação não será fácil. De acordo com Gláucio Geara, presidente do Deliberativo, o documento é ilegítimo, já que não partiu da iniciativa dos conselheiros motivo usado pelo dirigente para não receber o abaixo-assinado.
Porém o estatuto atleticano abre a brecha para que o impedimento de Malucelli seja apreciado. O artigo 55, parágrafo 2.º, do documento diz que "...O Conselho poderá apreciar e decidir assunto que não conste da pauta se houver manifestação favorável da maioria dos membros presentes."
Outra estratégia dos opositores seria lançar o nome de Petraglia a uma das duas vice-presidências vagas. No início do mês, Enio Fornea e Yára Eisenbach, primeiro e segundo vice, respectivamente, deixaram o cargo. "Não raciocínio sobre hipóteses, só sobre coisa real", esquivou-se Petraglia.
O ETA deve encaminhar o caderno do manifesto ao vice-presidente do colegiado, o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB).
"É um manifesto popular. É a vontade dos torcedores do Atlético revoltados com a situação da equipe. E vale lembrar que 80, das mais de 30 mil assinaturas, são de conselheiros. Não se pode dizer que não é um movimento legítimo", ressaltou o insurgente Doático Santos em 2005, o mesmo fez campanha para a renúncia de Petraglia.
Marcos Malucelli foi procurado sem sucesso pela reportagem para comentar as articulações contra sua administração. O dirigente, conforme interlocutores, está sendo preservado neste momento.



